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Aumentam os casos de ataques de jacarés

Weza Pascoal | Menongue

O Serviço de Protecção Civil e Bombeiros (SPCB) no Cuando Cubango está preocupado com o aumento de casos de ataques de jacarés às pessoas que tomam banho ou fazem trabalhos domésticos em  vários rios da província, disse ao Jornal de Angola, o seu porta-voz, Júlio Muliata.

O perigo está sempre a espreita à beira de rios em várias regiões da província
Fotografia: Paulo Mulaza | Edições Novembro

Júlio Muliata informou que durante o ano de 2017 o  SPCB registou 13  ataques nos municípios de Menongue, Cuangar, Cuchi e Cuito Cuanavale, dos quais seis cidadãos morreram e sete ficaram gravemente feridos.
“Apesar das sucessivas campanhas de sensibilização que o Serviço de Protecção Civil e Bombeiros tem realizado nas comunidades, para explicar as medidas de prevenção que devem ser adoptadas, muita gente continua ignorar, e vai ao rio sem tomar qualquer tipo de precaução”, deplorou o porta-voz.
Segundo Júlio Muliata, a falta de água corrente na maior parte das localidades da província obriga, irremediavelmente, às populações a recorrerem aos rios para tomar banho ou lavarem vários utensílios de casa. ”Sabemos que as pessoas não têm alternativas para obterem água, daí a necessidade de irem buscar  ao rio e estar a mercê da fúria dos jacarés ”, frisou, acrescentado que , “por este facto,  se afigura urgente a  construção de sistemas de abastecimento de água potável em todas as localidades”.

Outros casos

Por outro lado, Júlio Muliata  fez saber que no ano findo o seu sector registou 28 afogamentos, 115 incêndios, três ataques de abelhas, uma descarga eléctrica, um derrame de combustível, entre outras ocorrências. Dos incêndios anotados , 98 ocorreram no município de Menongue, cinco no Calai, igual número no Cuchi, três no Cuito Cuanavale, dois em Mavinga e igual número no Dirico,  sendo as principais causas, curtos circuitos, negligência, fogo posto e  fuga de gás.
Em relação aos afogamentos , 25  casos ocorreram no município de Menongue, dois em Mavinga e um no Calai,  causados, na sua maioria, por negligência da população que insiste tomar banho no rio e em zonas descritas como perigosas pelo SPCB.
No que toca  a Protecção Civil, Júlio Muliata referiu que no período em referência, 88 casas ficaram parcialmente destruídas  e 15  totalmente, em consequência das fortes chuvas que se abateram na região, o que resultou no desalojamento de 103 famílias nos municípios de Menongue, Mavinga, Calai, Cuchi e Dirico.
Os municípios que mais apresentam riscos de inundações e erosão hídrica  devido às chuvas, segundo o nosso interlocutor, são Menongue, Calai e Cuito Cuanavale, que também enfrentam a ameaça de progressão de ravinas.
Segundo ainda Júlio Mu­liata, no ano passado, o Serviço de Protecção Civil e Bombeiros, assistiu 467 aeronaves, realizou 51 acções de protecção em actos políticos, efectuou 48 atendimentos pré-hospitalares e 115 extinções de incêndios. Realizou ainda 90 palestras nos bairros periféricos da cidade de Me­nongue e outros municípios sobre os métodos adoptar em casos de afogamento e de incêndios .

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