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Autocarros reforçam transportes públicos

Kátia Ramos | Ndalatando


 
A entrada em circulação de novos autocarros está a melhorar o transporte das pessoas do Kwanza-Norte, tanto as de Ndalatando, como as dos outros municípios.


 
A entrada em circulação de novos autocarros está a melhorar o transporte das pessoas do Kwanza-Norte, tanto as de Ndalatando, como as dos outros municípios.
Ana João Lourenço, 32 anos, vendedora, louva a iniciativa do Governo em pôr os autocarros a circular, diminuindo, assim, o esforço das pessoas que, anteriormente, para irem a algum lado tinham de o fazer a pé. “Algumas vezes deslocávamo-nos de motorizada, correndo vários riscos. Outras, em viaturas pequenas, sem conforto e em condições pouco dignas”, frisou.
Maria António Sebastião, 36 anos, camponesa e funcionária pública, disse, ao Jornal de Angola, que já não necessita de se levantar cedo para chegar a tempo ao serviço. Desde a entrada em funcionamento dos autocarros e do aumento do número de moto-táxis, basta-lhe chegar à paragem e encontra sempre o transporte que a leva para o tyrabalhoetraz de volta a casa.
Com a disponibilidade dos meios, os estudantes do Instituto Médio Agrário de Kamuaxi, 17 quilómetros a Norte de Ndalatando, sentem-se felizes por o estabelecimento ser contemplado com um autocarro, com 52 lugares. Antes, dispunham de uma com apenas nove.
Eduardo de Fátima Lourenço, 19 anos, estudante da 11ª classe, conta que, anteriormente, tinha de acordar muito cedo para arranjar espaço na viatura, situação ultrapassada com a chegada do autocarro.
“Hoje o autocarro permanece à espera de nós, que viajamos com mais conforto e segurança, além de usufruirmos de ar condicionado. Muitas vezes depois de uma jornada de campo, de regresso a casa, somos brindados com músicas variadas”, conta, satisfeito, ao Jornal de Angola.
 Bebiano Albano, também estudante do IMA, disse que os autocarros, além de facilitarem a vida das pessoas, dão outra movimentação à província. “Muitas vezes vi-me obrigado a ir a escola de moto-táxi, devido à falta de carro disponível.
De regresso caminhava a pé até encontrar boleia, caso tivesse sorte neste dia. Apesar das dificuldades, nunca pensei em desistir, pois sabia que a situação havia de mudar. Estou feliz porque vou para a escola confortavelmente. Só lamento ser tão alta a taxa, pago, semanalmente, mil kwanzas.
Maria António Gaspar de Sousa, 37 anos, cobradora dos autocarros da empresa Lupess, disse que para o Instituto Médio Agrário estão distribuídos dois autocarros, um que atinge os bairros da cidade, cobrando 100 kwanzas e o outro que pára apenas no centro da cidade de Ndalatando, com o preço de 50 kwanzas. Nos itinerários mais distantes, como os de IMA/Zavula e Kissecula são cobradas as taxas mais altas.

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