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Autoridades sanitárias intensificam as acções

Lourenço Manuel | Menongue

O programa provincial de luta contra a malária, em coordenação com as autoridades dos nove municípios que integram a província do Kuando-Kubango, vai realizar, em breve, campanhas de pulverização dos charcos, da vegetação em redor das zonas habitacionais e no interior das residências com insecticidas, para reduzir os principais focos de reprodução das larvas dos mosquitos.

Para além das campanhas de sensibilização estão a ser distribuídos mosquiteiros
Fotografia: Pedro Fiawana

O programa provincial de luta contra a malária, em coordenação com as autoridades dos nove municípios que integram a província do Kuando-Kubango, vai realizar, em breve, campanhas de pulverização dos charcos, da vegetação em redor das zonas habitacionais e no interior das residências com insecticidas, para reduzir os principais focos de reprodução das larvas dos mosquitos.
 De acordo com o oficial provincial do programa de combate à malária, Ntima Mandawele, em declarações exclusivas ao Jornal de Angola, o paludismo continua a ser a principal causa de morte no Kuando-Kubango, onde durante os últimos dois anos a malária ceifou a vida a cerca 1.400 pessoas, maioritariamente crianças.
“Apesar do empenho das autoridades sanitárias locais, do governo e de outras entidades nacionais e estrangeiras, no Kuando-Kubango a malária vai continuar a provocar estragos, porque a maior parte da população dá pouca importância aos problemas do saneamento básico e utilizam as redes mosquiteiras em actividades piscatórias”, disse Mandawele.
Realçou também o facto de as plantações de milho serem propensas à multiplicação dos mosquitos e no Kuando-Kubango a população fazer esse tipo de cultivo e outras sementeiras nos próprios quintais, razão pela qual é principalmente neste período de chuvas que a província vai continuar a registar muitos casos de malária.
 A titulo de exemplo, referiu a cidade de Menongue, capital da província, onde, no período de Janeiro a Março deste ano, as autoridades sanitárias já notificaram um total de 9.358 casos de malária de que resultaram a morte de 65 pessoas, 48 das quais crianças menores de cinco anos.

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