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Balombo agiliza crédito agrícola

Jesus Silva| Balombo

A Estação de Desenvolvimento Agrário (EDA) no município do Balombo está a agilizar o programa de crédito agrícola a nível das associações, cooperativas agrícolas e comunidade local.

Agricultores têm beneficiado de vários apoios para aumentarem a produção
Fotografia: JA

A Estação de Desenvolvimento Agrário (EDA) no município do Balombo está a agilizar o programa de crédito agrícola a nível das associações, cooperativas agrícolas e comunidade local.
Segundo o seu director, Adelino Cenza, o município conta actualmente com 16 associações de camponeses e 265 filiados.
A concessão do crédito agrícola está a ser agilizada por um grupo técnico, para que até final do mês de Março se faça a recolha de toda a documentação e se remeta ao Banco de Comércio e Indústria (BCI), para posterior financiamento.
A primeira época da campanha agrícola no Balombo decorreu de forma normal, apesar de este ano as chuvas terem iniciado tardiamente, disse Adelino Cenza.
Na segunda época, adiantou, tivemos alguns constrangimentos porque no mês de Janeiro houve um interregno de cerca de 12 dias, assim como no mês de Fevereiro, quando os camponeses se preparavam para lançar a cultura do feijão.
"Por intermédio da Mecanagro conseguimos preparar cerca de 52 hectares na comuna do Maka-Mombolo, onde houve um acompanhamento técnico", sublinhou.

Colheita de milho e feijão

Adelino Cenza disse que este ano prevê-se colher no município cerca de 700 quilos de milho por hectare e 400 quilos de feijão.
As culturas mais frequentes na região são o milho e feijão, havendo alguns camponeses que também produzem mandioca, batata rena e doce e uma área extensa de cultivo do abacaxi. “No município do Balombo só passam fome os preguiçosos ou aqueles que em vez de se dedicarem ao cultivo de hortícolas e frutícolas querem produzir produtos nocivos à saúde, como a liamba, que só mancha o bom nome dos camponeses da região e da população local”. 
O responsável da Estação de Desenvolvimento Agrário sublinhou que gostava que os camponeses optassem pelo cultivo através de gado de tracção, que lhes dá possibilidades de trabalhar quatro ou cinco hectares por ano e ter mais rendimentos, em vez de trabalhar meio hectare manualmente em igual período e obter menos rendimentos.
Adelino Cenza lamentou o facto de a EDA só possuir três técnicos para atender um município tão vasto como o Balombo, cifra insignificante para uma localidade com uma população estimada em cerca de 106 mil habitantes, maioritariamente camponeses.

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