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Bebés são registados ao nascer

Delfina Victorino | Cuito

As crianças do Bié passam de novo  a ser registadas a partir das maternidades locais, momentos após o nascimento, com o lançamento, ontem, na cidade do Cuito, do projecto “Nascer com o Registo e Estatísticas Vitais”.

O programa ajuda no controlo da natalidade e da mortalidade a nível da província
Fotografia: Santos Pedro

O vice-governador provincial para a área Política e Social, Carlos Ulombe da Silva, que presidiu à cerimónia de lançamento do projecto, explicou que o objectivo é permitir ao Executivo atribuir o direito de cidadania aos recém-nascidos e  planificar melhor as políticas de integração social.
Carlos Ulombe da Silva avançou que o programa  ajuda no controlo e na garantia de um maior cuidado da natalidade e da mortalidade a nível da província e do país.
O vice-governador provincial esclareceu que a avaliação do balanço da taxa de natalidade para permitir a redefinição das estratégias e das metas a alcançar são  também objectivos do Executivo.
Carlos Ulombe da Silva explicou  que o projecto “Renascer com o Registo e Estatísticas Vitais” vai facilitar o governo na distribuição exacta e concreta das politicas públicas e financeiras, para favorecer o bem-estar da população em todas as localidades da província. O programa serve igualmente para permitir a expansão e o reafirmar do compromisso de desenvolver o registo gratuito em todas as localidades, com vista a facilitar o direito de cidadania à todas as crianças, disse Carlos Ulombe da Silva, que esclareceu que o projecto de registo civil nas unidades sanitárias vai ser estendido a todos os municípios e esforços vão ser desenvolvidos para, em breve, chear às aldeias.
O projecto já existia há três anos, mas por vários factores não tinha sido implementado efectivamente nalgumas localidades, dai o regresso do programa. Dai as autoridades realizarem ontem um encontro de avaliação para garantir um arranque mais confortável do projecto.
No encontro, o vice-governador provincial elogiou a postura das parteiras tradicionais, considerando que as mesmas têm desempenhado um papel importante nas comunidades, o que ajuda a reduzir o número de mortes infantis e maternas.
Durante a apresentação do projecto “Nascer com o Registo e Estatística Vitais”, Carlos Ulombe da Silva sublinhou que as parteiras e as autoridades tradicionais têm estado a concorrer para um controlo efectivo da taxa de natalidade nas suas comunidades. O delegado provincial da Justiça e dos Direitos Humanos, Mateus Balanda, apelou os pais para colaborarem com as autoridades no processo de registo de crianças a partir das maternidades, uma vez que os técnicos encontram barreiras por parte de alguns pais.
Mateus Balanda salientou que estão a ser criadas estratégias que visam mudar esse comportamento dos pais, para que os objectivos preconizados sejam alcançados, até final deste ano, altura em que se prevê encerrar o programa.

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