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Abertas jornadas científicas da saúde

Alfredo Ferreira |Bengo

As primeiras jornadas científicas sobre a situação epidemiológica da província do Bengo foram abertas ontem, em Caxito, pela vice governadora para a Esfera Económica, Elvira Van-Dúnem.

Jornadas vão radiografar sector da saúde na província e perspectivar soluções para melhorar a assistência à população
Fotografia: Edgar Santos

As primeiras jornadas científicas sobre a situação epidemiológica da província do Bengo foram abertas ontem, em Caxito, pela vice governadora para a Esfera Económica, Elvira Van-Dúnem.
A governante considerou de extrema importância os temas seleccionados no evento, porque reflectem os inúmeros problemas que assolam a região.
Segundo a responsável, o encontro vai permitir a reflexão do estado actual da saúde a nível da província, visando a sua identificação e correcção das insuficiências com vista a obtenção de melhores resultados no futuro.
Lembrou que a região teve sinais de conflito armado e o atendimento às populações no interior foi muitas vezes negligenciado. “Agora, em tempos de paz, estamos obrigados a acompanhar e melhorar o sistema de saúde pública para o bem da população”, sublinhou.
Elvira Van-Dúnem disse igualmente que a actual política do executivo angolano orienta para uma maior desconcentração dos serviços, o que se reflecte no atendimento mais personalizado às populações.
Para tal, segundo a responsável, isso requer o aumento e melhoria das infra-estruturas da saúde e das condições de trabalho, sobretudo dos serviços técnicos competentes para o exercício das funções.
“Acredito que a realização destas jornadas científicas vai permitir a interacção de ideias que conduzirão à identificação e à materialização de novas políticas passíveis de contribuir para a evolução técnico-científica dos profissionais da saúde”, enfatizou. Apelou a uma maior participação e engajamento dos técnicos nas discussões dos temas agendados, no sentido de se alcançar os objectivos preconizados.
Durante dois dias os participantes ao encontro vão discutir temas como o comportamento do consumo anti-malárico, a situação farmacêutica, o comportamento da malária e schistosomose vesigal.
Vão igualmente ser assunto de abordagem a investigação de surtos de infecção hospitalar, a malária, a febre tifóide, o uso de antibióticos, o VIH/SIDA, a enfermidade cirúrgica de tiróide e a conduta dos profissionais de saúde na comunicação de óbito.
Participam no encontro médicos expatriados e angolanos, técnicos da saúde e administrativos.

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