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Aconselhada a denúncia do comércio de manuais

Maiomona Artur |Caxito

O director municipal da Educação no município do Dande confirmou ao Jornal de Angola que a venda de livros do ensino primário é proibida e que quem os comercializa deve ser denunciado à Polícia.

O aproximar do início das aulas originou a subida dos preços do material escolar no Bengo
Fotografia: Edmundo Eucílio | caxito

O director municipal da Educação no município do Dande confirmou ao Jornal de Angola que a venda de livros do ensino primário é proibida e que quem os comercializa deve ser denunciado à Polícia.
Os encarregados de educação, referiu, devem comprar apenas batas, borrachas, cadernos, lápis e pastas, pois o outro material é distribuído nas escolas.
O aproximar do início das aulas originou a subida dos preços do material escolar na província do Bengo, comprovou o Jornal de Angola numa visita a vários locais de venda da cidade de Caxito. Na periferia, vários vendedores disseram que a subida de preço do material escolar se deve a ter de ser adquirido noutras províncias, principalmente em Luanda e Benguela.
Madalena Diogo, vendedora de rua, lamentou que “os pais e encarregados de educação não entendem a subida dos preços” e que “quem vai a outra província comprar material para o vender tem de ter lucro”. Os cadernos para o ensino primário, disse Madalena Diogo, são vendidos a 50 kwanzas e os do secundário custam 150.
Manuel Comba, encarregado de educação, disse que muitas vezes se é obrigado a recorrer aos mercados informais de Caxito e arredores por haver poucas livrarias na província do Bengo.

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