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Agentes populares cuidam do bem-estar

Guimarães Silva | Ambriz

Um total de 60 agentes de desenvolvimento comunitário e sanitário passam a actuar com maior eficácia na  solução dos problemas das  populações dos municípios de Ambriz e Nambuangongo, após terminarem uma acção de formação-piloto, disse ontem o director provincial do Fundo de Apoio Social.

Agentes comunitários falam sobre cuidados primários de saúde e receberam subsídios sobre prevenção de doenças e promoção de vacinas
Fotografia: Benjamim Cândido

A formação pretende dotar de ferramentas os especialistas que vão trabalhar com as populações rurais para ajudarem os munícipes das zonas rurais a alcançarem o bem-estar, a partir da transmissão de conhecimentos sobre segurança alimentar, cuidados  primários de saúde, acompanhamento à mulher grávida e ao recém-nascido.
Durante 12 dias, os agentes  recebem conhecimentos  teóricos e práticos, uma acção que conta com o contributo de técnicos do Instituto de Formação da Administração Local (IFAL), das direcções da Família e Promoção da Mulher, Saúde, Agricultura. Na formação, os agentes aperfeiçoam as noções de desenvolvimento comunitário, promoção de vacinas, prevenção de doenças, higiene e saneamento básico e cooperativismo.
Do perfil e função dos agentes sobressaem o trabalho, residência na comunidade, eleito de forma democrática, responsabilidade social, poder de comunicação e civismo, ao passo que em termos práticos os mesmos devem efectuar visitas domiciliares, dotar as famílias de conhecimentos sobre economia no lar, segurança alimentar e finanças familiar. O director provincial do Fundo de Apoio Social no Bengo, José Manuel Nicolau, informou que um agente deve ser uma pessoa honesta, que se destaca pelas suas qualidades de  comunicação, relacionamento pessoal, uma vez que se trata de um profissional remunerado.
Este agente, explicou José Manuel Nicolau, que deve ajudar a melhorar os determinantes para a saúde e não só, em sentido amplo, cobrindo aspectos individuais, familiares e sociais da área de actuação ou micro áreas, ou seja, um composto geográfico que comporta 50 famílias. José Manuel Nicolau referiu que a Política Nacional do Agente de Desenvolvimento Comunitário e Sanitário é uma iniciativa do Executivo para criar quadros que, numa primeira fase,  trabalham nas comunidades rurais de 18 municípios das províncias do Bengo, Luanda, Lunda Norte, Malanje, Moxico e Uíge. A formação é realizada pelo Fundo de Apoio Social e o Ministério da Saúde

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