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Água Cristalina brota das nascentes do Bengo

Edivaldo Cristóvão |

A fábrica Cristalina tem capacidade para engarrafar 120 milhões de litros de água por ano, um número superior ao de outras fábricas existentes no mercado angolano. As captações estão num manancial de nascente.

A indústria engarrafa 120 milhões de litros por ano e a sua montagem e construção custou dez milhões de dólares
Fotografia: José Soares

A fábrica Cristalina tem capacidade para engarrafar 120 milhões de litros de água por ano, um número superior ao de outras fábricas existentes no mercado angolano. As captações estão num manancial de nascente.
A montagem e a construção da unidade fabril custou dez milhões de dólares, segundo informou ao Jornal de Angola João Pinto, director executivo da empresa Mosvipo que comercializa a marca “Cristalina”.
 O grupo industrial e alimentar Mosvipo começou a sua actividade em Setembro de 2009 e a primeira unidade fabril está localizada na comuna de Mazozo, Icolo e Bengo, província do Bengo.
Desde a inauguração da fábrica “Cristalina” já foram criados 42 empregos para a população local e de outras áreas do país. “Temos uma indústria montada para produzir 12 mil garrafas por hora, o que permite colocar no mercado 120 milhões de litros de água por ano. Para a montagem desta fábrica investimos dez milhões de dólares, devido à qualidade do seu equipamento”, disse o director executivo.
A água Cristalina nasce na província do Bengo e é uma marca que apostou na qualidade e inovação, com métodos de funcionamento controlados pelas normas nacionais e internacionais. No princípio deste ano, recebeu um certificado de qualidade passado pelo laboratório central do Ministério da Agricultura em Angola.
“A Cristalina juntou-se às grandes marcas internacionais e água é captada de uma nascente com uma profundidade de 150 metros. Somos a maior empresa do sector em Angola e o nosso produto as mesmas qualidades que as águas importadas”, afirmou João Pinto.
O director executivo da empresa Mosvipo realçou que a água Cristalina não tem aditivos químicos, passa apenas por uma membrana de filtração para reter os resíduos sólidos e depois é encaminhada para a linha de enchimento: “a água tem um conteúdo de mineralização mais elevado do que a água purificada, a sua durabilidade é maior e conserva as suas características essenciais”.
Uma das prioridades da empresa Mosvipo é transformar a água Cristalina num produto consumido por todos os angolanos, estabelecendo um preço adequado a todos os bolsos.
“O nosso lema é produzir água para todos. Estipulamos aos nossos clientes e revendedores para uma política de preços baixos, onde a garrafa de meio litro não pode custar mais de 60 kwanzas, enquanto o garrafão de cinco litros não ultrapassa os 400 kwanzas”, disse o director da Mosvipo.

Cristalina nas províncias

João Pinto sublinhou ainda que a meta da Mosvipo para este ano é expandir a água Cristalina a todas as províncias e, posteriormente, aos países vizinhos, justificando que a adesão ao consumo do produto tem sido boa: “neste momento, trabalhamos apenas com um turno de produção, mas pretendemos que a fábrica trabalhe durante 24 horas por dia, com a criação de três turnos, porque queremos fazer chegar a água a todo o território nacional até ao final deste ano”, assegurou. 
Até agora, a “Cristalina” apenas chega a oito províncias, Bengo, Luanda, Huambo, Kuanza-Sul, Malange, Lunda-Sul, Benguela e Huíla.
E dada a capacidade de produção da fábrica de água Cristalina, os responsáveis da empresa pretendem também internacionalizar o produto.
“Em termos de equipamentos, temos material de muita qualidade, suficiente para o melhor tratamento da água”, cuja produção foi reconhecida com certificado de qualidade pelo Ministério da Agricultura.

Educação ambiental

A preservação do Ambiente é também uma das preocupações dos responsáveis da empresa que explora a água Cristalina, que evita o desperdício e a sua má utilização.
“Estamos dispostos a colaborar com outras instituições governamentais e não governamentais”. Temos um projecto que consiste na educação ambiental e no desenvolvimento sustentável.
Vamos trabalhar para a preservação da saúde, demonstrando a importância do tratamento da água e as consequências do seu desperdício”, referiu o director da Mosvipo. “Nos últimos 30 anos, várias empresas têm colocado parte do seu orçamento anual em acções de responsabilidade social, de forma a criar plataformas para educar os seus utilizadores, sobre a importância de gastar menos e poupar mais. A nossa intenção também se enquadra nesta política”, afirmou João Pinto.
A unidade fabril está preparada para engarrafar água lisa, água com gás, água com sabores e refrigerantes em taras de 0,33, 0,50, de um litro e meio e de cinco litros.  Para além do produto “Cristalina”, a Mosvipo, nos próximos dias, vai lançar também a água gaseificada, com diversos sabores e, posteriormente, colocar no mercado mais um refrigerante.

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