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Alfabetização no Bengo com bons resultados

Mário Clemente | Bengo

A província do Bengo conta com 15 localidades que estão em vias de serem declaradas livres do analfabetismo, no quadro da estratégia traçada pelo Programa de Alfabetização e Aceleração Escolar.

Encontro serviu para fazer o balanço da alfabetização
Fotografia: Maria João | Edições Novembro |Bengo

Quem o diz é o coordenador provincial do Programa de Alfabetização e Aceleração Escolar, Francisco Firmino, acrescentando que as localidades a serem declaradas livres do analfabetismo são as do Kimbumbe, Kando, Mangumbo, Cawango, Kissoba, Aldeia Dala, Kifulu, Tari, Boa Entrada, Maria Antónia, Benza, Kimukiamia, Kissala, Tchimba e Bucula.

Segundo Francisco Firmino, as referidas localidades ainda não foram declaradas livres do analfabetismo devido ao absentismo, visto que as pessoas inscrevem-se para serem alfabetizadas e depois desistem com facilidade, após uma ou duas semanas de aulas.
No presente ano, acrescentou, foram matriculados na província do Bengo 12.882 adultos, dos quais 1.839 desistiram, enquanto que em 2018 foram alfabetizados 10.463 cidadãos. Francisco Firmino disse que uma das estratégias para erradicar o analfabetismo na província do Bengo é criar parceria com a Escola Superior Pedagógica, escolas do ensino médio geral e magistérios, bem como criar e revitalizar os centros de alfabetização em igrejas.
O coordenador provincial do Programa de Alfabetização e Aceleração Escolar referiu que este ano trabalhou-se apenas com 14 facilitadores, com uma diferença de 78 em relação ao ano passado.
O director interino do Gabinete Provincial da Educação, António Assureira, agradeceu o empenho de todos que têm dado o melhor de si, muitas vezes sem recompensa, alfabetizando jovens e adultos. “Os esforços empreendidos no domínio da alfabetização já produziram resultados satisfatórios, uma vez que mais de um milhão de angolanos já foram alfabetizados”, disse António Assureira.
A alfabetizadora Ana Bela Gaspar, que lecciona há mais de dez anos, disse que o Estado tem de arranjar mecanismos no sentido de se ultrapassar a questão dos atrasos no pagamento dos subsídios, visto que muitos capacitadores estão a desistir.

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