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Alfabetização na província regista grandes progressos

Edson Fontes| Caxito

O processo de alfabetização e aceleração escolar a nível da província do Bengo registou avanços consideráveis, nos últimos tempos, com a implementação de novas estratégias no referido programa, considerou, em Caxito, o director local da Educação, Ciência e Tecnologia.

Mais mulheres no ensino de adultos
Fotografia: Edmundo Eucílio

António Quino, que falava durante o acto de encerramento da primeira fase de alfabetização deste ano lectivo, disse que a execução do programa é muito positiva.
Nesta fase, salientou que foram inscritos 8.967 alfabetizandos, dos quais 6.685 no método brasileiro “Aldeia global” e outros 2.282 no método cubano “Sim, eu posso.”
O director provincial da Educação, Ciência e Tecnologia avançou que 4.997 alfabetiznados tiveram aproveitamento, mas lamentou a desistência de outros 1.942.
António Quino apontou a importância do envolvimento dos parceiros sociais como igrejas, organizações não-governamentais, empresas, fundações, unidades militares, paramilitares e individualidades, para que a primeira fase da alfabetização na província do Bengo fosse concretizada.
O responsável deu a conhecer que, na última reunião do governo provincial, foi aprovada uma estratégia, para que num período razoável se declarem determinadas zonas como territórios livre do analfabetismo.
O director disse que a declaração de territórios livres do analfabetismo “só vai ser possível quando todas as forças activas da sociedade se sentirem parte integrante do processo e não um corpo a parte.” António Quino sublinhou que as administrações municipais e comunais têm um papel determinante para o levantamento que se impõe sobre a população que necessita de ser alfabetizada. Com isso, até 2017, podem ser consideradas algumas localidades livres do analfabetismo.
“A Lei de Bases do Sistema Educativo defende o carácter democrático de educação sem qualquer distinção, que todos os cidadãos angolanos têm direitos iguais no acesso e na frequência aos diversos níveis de ensino e de participação, na resolução dos seus problemas”, salienta António Quino.
Considerou que a qualidade do ensino de adultos e a capacidade de corresponder às soluções reais e de mobilizar os recursos locais passam pelo envolvimento de toda a sociedade, na procura de caminhos que se adeqúem aos contextos actuais.
O responsável defendeu ser necessário propiciar-se uma formação com sentido para todos os adultos, que se aproxime de uma concepção que incorpore a diversidade de situações e a flexibilização de percurso e meios de formação.

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