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Bengo aposta forte na produção de café durante a presente campanha agrícola

Guimarães Silva | Pango Aluquém

A província do Bengo está apostada na recolha de 59 toneladas de café no presente ano agrícola, anunciou no sábado, em Pango Aluquém, o vice-governador para o sector económico.

Momento em que o vice-governador provincial do Bengo procedia ao lançamento da campanha de colheita do café
Fotografia: Edmundo Eucílio

A província do Bengo está apostada na recolha de 59 toneladas de café no presente ano agrícola, anunciou no sábado, em Pango Aluquém, o vice-governador para o sector económico.
Domingos Guilherme falava durante o acto de abertura da campanha de colheita da espécie comercial robusta, na fazenda Kissamba Lumbu, localizada numa região com grande potencial na produção de café.
A meta prevista no início da campanha de 2012 era de 65 toneladas, mas a mas a estiagem que assolou o país provocou esta redução.
O relançamento da produção cafeícola deve-se aos incentivos criados pelo Executivo nesse sentido, disse o vice-governador. Este ano, 68 camponeses e associação receberam créditos de campanha.
“O gesto estimula o regresso de antigos proprietários para a reconstituição das suas fazendas, sendo que alguns estão já a criar associações e cooperativas agrícolas”, acrescentou.
O director do Instituto Nacional do Café (INCA), Mayomona Rómulo, disse que a província do Bengo tem 35 fazendas a funcionar de forma parcial, por estarem em fase de recuperação, 273 abandonadas e mais 1.094 explorações agrícolas familiares.
O responsável disse que o potencial do Bengo, em termos de terrenos para cultivo de café, é de 196.952 hectares.
Mayomona Rómulo deu a conhecer que, dos incentivos do Executivo para o sector, já foram distribuídas 27 mil mudas de café para as fazendas do Pango Aluquém, num total de 45 mil plantas.
Também nesse âmbito, estão já em funcionamento as máquinas de descasque de café, com capacidade de três toneladas por dia, nos municípios dos Dembos e Nambuangongo, e está outra em fase de montagem, em Bula Atumba.

Facilidades na revenda


“O descasque vai facilitar a compra do produto para a revenda”, disse, adiantando que o INCA tem um memorando de entendimento com Banco Micro Finanças para o financiamento de agentes que se vão encarregar da comercialização do café “directamente das mãos dos  camponeses, facilitando assim o escoamento”.

Liderar  o mercado


A fazenda “Kissamba Lumbu”, um espaço com tradição no cultivo do café, procura desde 2002 dar passos para ser a líder no município nessa área.
Localizada em Ngombe ya Muquiama, município do Pango Aluquém, a fazenda tem cerca de 60 hectares, com dez em produção e 12 mil pés preenchidos com café. A fazenda é mais um dos muitos acidentes naturais que enriquecem o município do Pango Aluquém, região conhecida pelo seu terreno fértil e pela riqueza em nutrientes.
O proprietário da fazenda, Celestino de Carvalho, disse que a instituição está a envidar todos os esforços para que se ultrapasse, nesta época agrícola, as cifras conseguidas no ano passado.
 Na fazenda está localizada numa zona com um vale, cercado por elevações naturais que formam uma protecção e um tabuleiro para a recolha e reserva de água, com drenagem natural. Tem uma combinação vegetal própria, que produz o microclima ideal para o cafezal.

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