Províncias

Bengo aumenta de forma significativa o número de infra-estruturas sanitárias

Pedro Bica e Alfredo Ferreira | Caxito

A província do Bengo dispõe de 108 infra-estruturas sanitárias, quando há oito anos, antes da conquista da paz, tinha 50 postos de saúde, três centros sanitários e quatro hospitais, disse, ontem, o director provincial da Saúde.

Um ângulo do Hospital Provincial do Bengo que foi reabilitado e ampliado
Fotografia: Eduardo Eucílio| Caxito

A província do Bengo dispõe de 108 infra-estruturas sanitárias, quando há oito anos, antes da conquista da paz, tinha 50 postos de saúde, três centros sanitários e quatro hospitais, disse, ontem, o director provincial da Saúde.
Mbala Kusunga lembrou também que, após a implementação do Programa de Aumento e Melhoria dos Serviços Sociais Básicos às Populações, em 2000, da responsabilidade do Executivo, o número de postos de saúde subiu para 84 e aumentaram para seis e oito os centros e hospitais.
O director provincial da Saúde afirmou que, no mesmo período, os hospitais foram dotados de novas áreas, como blocos operatórios, morgues, rx e serviços de sangue.
Em 1999, recordou, os serviços hospitalares provinciais dispunham apenas de 236 enfermeiros e de dez médicos, metade deles estrangeiros.
A partir de 2004, disse, a província passou a contar com 408 enfermeiros, 15 médicos estrangeiros e 12 angolanos, o que, salientou, demonstra os avanços quantitativos do sector.

Melhor atendimento a nível dos municípios

Após a proclamação da independência nacional e até 1980, data da criação da província, apenas os municípios de Icolo e Bengo, Dande e Ambriz tinham serviços de saúde, que funcionavam de forma precária e grande parte deles dependia das regiões circunvizinhas.
Os municípios de Pango Aluquém, Dembos Quibaxe, Nambuangongo e Kissama, referiu, tinham as infra-estruturas totalmente destruídas em consequência da guerra.
O município de Bula Atumba era o único que não tinha unidades sanitárias, o que obrigava à transferência dos doentes para outras áreas. Os oito municípios da província têm, hoje, hospitais, centros e postos de saúde. Mbala Kusunga disse que há dificuldades em estender os serviços de saúde às comunas devido à falta de condições de habitação e alojamento.
“Os profissionais que participam nos concursos públicos residem, na maioria, em Luanda e quando são nomeados para trabalharem nas comunas preferem abandonar a zona ou mesmo desistir”, lamentou. Neste momento está a ser construído um hospital de referência na comuna da Barra do Dande, com capacidade para internar 70 doentes e para ter todas as áreas de saúde.
Além disso, declarou, foi possível reabilitar o hospital municipal do Dande e dotá-lo com uma morgue, com capacidade para seis corpos, e o centro materno infantil da comuna das Mabubas. />Em curso, assegurou, está a construção de mais um bloco operatório moderno na vila dos Dembos Quibaxe, e entra em funcionamento a partir do ano de 2011, o que vai possibilitar a realização de grandes intervenções cirúrgicas.
Durante os oito anos de paz o posto de saúde do Úcua foi ampliado e transformado em centro, já o município de Nambuangongo aguarda por um novo hospital que vai ter uma capacidade de internamento para 100 pacientes.
O município de Icolo e Bengo vai ganhar um bloco operatório, equipado com novas tecnologias que vai aumentar o leque dos serviços de cirurgia, prestado actualmente no hospital provincial.
Realçou que a falta de técnicos superiores e médicos de especialidades nas comunas, faz parte das preocupações e prioridades da direcção provincial de Saúde que prevê uma solução no triênio 2010-2012.

Hospital provincial com mais serviços

o Hospital Provincial do Bengo tem uma capacidade para internar 261 pacientes contra os anteriores trinta, fruto da ampliação e modernização, que sofreu nas suas infra-estruturas básicas.
Sublinhou os serviços de bloco operatório modernizado, bloco pediátrico e a maternidade que têm contribuído para a melhoria dos serviços sanitários prestados às populações. O responsável adiantou ser já possível realizar, na região, intervenções cirúrgicas, consideradas complexas, sem recorrer à transferência dos doentes à capital do país.
A unidade sanitária provincial tem, neste momento quatro valências que são, respectivamente, a área de ginecologia, medicina interna, pediatria e cirurgia que possibilitam a realização de consultas, como estomatologia, otorrino, urologia, cardiologia e neurologia.
Mbala Kusunga reafirmou que a valorização dos recursos humanos, constitui um factor estratégico na concepção e realização da actividade sanitária.
As grandes endemias são a malária como grande causadora de mortes, a tripanossomíases, cistomíases e as infecções da pele.
A rede sanitária do Bengo está constituída por seis hospitais, 12 centros e 90 postos de saúde, que perfazem um total de 108 infra-estruturas sanitárias que prestam serviços a uma população estimada em 500 mil habitantes.  Actualmente a força de trabalho é constituída por 1003 enfermeiros, 30 médicos angolanos e 41 estrangeiros.

Tempo

Multimédia