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Bengo forma professores do ensino primário

Maimona Artur | Caxito

A província do Bengo conta com mais professores, formados na Escola de Formação de Professores do Futuro (EPF).

A entrega dos certificados aos 80 finalistas do 17º curso iniciado em 2012 foi feita na localidade do Sassa Povoação, numa cerimónia testemunhado pelo vice-governador para a Área Económica, Domingos Guilherme.  
Os novos professores, 34 do sexo feminino, foram formados com o propósito de trabalharem nas comunidades rurais, numa promoção da Organização Não-Governamental Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo (ADPP).
Ao intervir na cerimónia de entrega de certificados, a responsável da Escola de Professores do Futuro (EPF) do Bengo, Anne Laussen, disse que o 17º curso de professores rurais teve um ano de estágio curricular, realizado em mais de 30 escolas primárias.
Durante três anos de formação, os estudantes aprenderam matérias relacionadas com a Didáctica, Ciências da Natureza, Língua Portuguesa, Matemática, Física, Química e Educação Física, bem como com disciplinas nucleares como Pedagogia, Sociologia do Ensino, Psicologia, História Universal, Inglês e ensino fundamental de Agronomia.
Anne Laussen disse igualmente que a ferramenta principal da escola é formar quadros capazes de corresponder às exigências do país, contribuindo na transmissão de conhecimentos nas zonas rurais e combatendo o analfabetismo nas comunidades.
Domingos Guilherme encorajou os novos professores a darem continuidade à formação académica e técnico-profissional, para contribuírem para a reconstrução da província do Bengo e do país.
Várias escolas nas aldeias e comunas estão em fase de acabamento e vão diminuir o número de alunos fora do sistema normal de ensino no presente ano lectivo.
Domingos Guilherme enalteceu os esforços da EPF Bengo, que tem contribuído para a formação dos jovens, assim como na erradicação do analfabetismo e no combate à fome, através da criação de hortas escolares e familiares.
O estabelecimento escolar funciona em regime de internato, com capacidade para 80 lugares, tem comparticipação de 85 por cento do seu orçamento proveniente do Ministério da Educação.
A ADPP tem em Angola 14 EPF, cujos beneficiários são candidatos de diversas instituições e províncias que se comprometem a leccionar em zonas rurais.

Novo ano lectivo

A EPF na província do Bengo tem disponíveis 80 vagas para ingresso de novos estudantes, disse ao Jornal de Angola a directora da instituição.
Anne Laussen referiu que já estão inscritos 70 estudantes, sendo 40 do sexo feminino. As condições logísticas, materiais, didácticas e de acomodação estão criadas para receber novos estudantes.
A formação é assegurada por 21 professores qualificados e dentro de três anos bons docentes saem da instituição, dotados de conhecimentos que contribuem para o desenvolvimento das zonas mais recônditas e rurais da província do Bengo e do país.
Os novos estudantes devem fazer-se acompanhar de passaportes no acto da inscrição, porque no sistema curricular da Escola de Formação de Professores incluiu-se o périplo a alguns países africanos, para troca de experiência no campo científico, académico e domínio de outras culturas.

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