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Camponeses de Paranhos melhoram os rendimentos

As populações da zona dos Paranhos, Caxito, têm como principal actividade a agricultura de subsistência, um projecto do Instituto Nacional de Reintegração Social que emprega militares desmobilizados que receberam parcelas de terra para cultivarem produtos que garantam o seu sustento e a comercialização dos excedentes.

As populações da zona dos Paranhos, Caxito, têm como principal actividade a agricultura de subsistência, um projecto do Instituto Nacional de Reintegração Social que emprega militares desmobilizados que receberam parcelas de terra para cultivarem produtos que garantam o seu sustento e a comercialização dos excedentes.
Em declarações ao Jornal de Angola, Bartolomeu José Domingos, coordenador do bairro dos Paranhos, disse que após a reabilitação do perímetro irrigado, foi possível desenvolver rapidamente o cultivo da banana, couve, repolho, tomate, beringelas e a cebola.
O coordenador informou que a divisão das parcelas foi feita de acordo com a capacidade de cada indivíduo. Os agricultores têm um tractor que faz a lavoura dos terrenos. Nos trabalhos do campo são igualmente utilizados instrumentos manuais como a enxadas e catanas. Os campos são pulverizados com insecticidas e adubados para um bom desenvolvimento das culturas. Bartolomeu Domigos disse que os produtos cultivados são vendidos nos mercados do Caxito e o rendimento serve para garantir o sustento diário das famílias e para a compra de material escolar dos filhos Paranhos tem 350 famílias, entre as quais 56 de antigos militares que têm como actividade principal a prática da agricultura, embora trabalhem noutras áreas. 
José Nunda, 53 anos, pai de cinco filhos e antigo militar, foi um dos beneficiários com uma parcela de terra. Disse que a actividade é lucrativa daí ter concorrido a um crédito para a comprar de uma motorizada de três rodas para transporte dos produtos cultivados, adubo e uma motobomba.
O agricultor revelou que a produção da banana tem estado a render, mas a grande dificuldade reside na falta de locais para escoamento da produção. José Nunda tem seis trabalhadores. Os produtos são vendidos às quitandeiras que vendem no Caxito e em Luanda.
Martinho Cachumbo, 65 anos, tem no cultivo da banana, milho, ginguba, quiabo e beringela a sua actividade de eleição, mas lamenta o facto de não existir em Paranhos água potável e um enfermeiro permanente no posto médico.
Outra grande preocupação, de acordo com Martinho Cachumbo, são as chuvas em excesso que estão a prejudicar as culturas já existentes. O bairro dos Paranhos, conta actualmente com uma escola do primeiro ciclo com três salas e nove professores.

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