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Camponeses são profissionalizados

Edson Fontes| Caxito

A direcção provincial da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social vai, nos próximos tempos, profissionalizar os camponeses da província do Bengo, através de acções de formação, com módulos específicos e dirigidos, anunciou na sexta-feira, em Caxito, o seu responsável.

Fotografia: jaimagens

Miguel da Silva referiu que os camponeses vão ser dotados de conhecimentos técnicos, para melhorarem a actividade agrícola quer no manuseio de meios agrícolas, quer no cumprimento das regras de segurança e de saúde no trabalho.
O director provincial do MAPTSS disse que o processo vai melhorar o nível de instrução e de formação dos trabalhadores, referindo que, para ser competitivo, “o país deve contar com uma mão-de-obra bem formada”.
Miguel da Silva realçou que o êxito económico de um país depende do acesso às novas tecnologias e da qualificação da sua mão-de-obra. O responsável avançou que o progresso técnico é tão rápido que exige dos agricultores maior nível de instrução e de formação.
O director provincial disse que os dados estatísticos sobre o mercado de trabalho indicam que no Bengo a procura tem sido muito superior à oferta.
Bengo é uma província onde predomina a agricultura de subsistência, com maior incidência nos municípios de Nambuangongo, Bula  Atumba, Dembos e Pango Aluquém. No  âmbito da profissionalização dos agricultores, foi inaugurado um centro de formação de artes e ofícios na zona do Sassa Cari, para dotar os jovens empreendedores e demais interessados de competências técnicas e profissionais.
O director provincial do MAPTSS, Miguel da Silva, revelou que o centro vai formar técnicos nas áreas de horticultura, floricultura, rádio-técnico, cabeleireiro e barbearia. “A promoção de políticas activas e dinamizadoras de emprego continua a ser a base principal dos programas do Governo”.  Até ao final do primeiro semestre deste ano, 7.913 pessoas receberam formação, sendo 1.436 do sexo feminino, um número que o responsável considera bastante reduzido. Por isso, defendeu a necessidade da inclusão de mais senhoras nos programas de formação, tendo em conta que muitas destes mulheres asseguram os lares sozinhas.

Função pública

A província do Bengo tem 14.404 funcionários públicos. O Sistema Integrado de Atendimento ao Cidadão (SIAC) também funciona como uma unidade de intermediação da mão-de-obra formada localmente. Para o efeito, existem dois modelos de pavilhão. O primeiro enquadra as artes e ofícios, onde são ministrados os cursos de serralharia, canalização, electricidade, informática, corte e costura e culinária. O segundo enquadra actividades que têm a ver com a prestação de serviços.
“Estes pavilhões têm a missão de retirar pessoas do mercado informal, para dar-lhes competências, oficializar e regular a sua actividade”, explicou. Todos os centros profissionais estão apetrechados com equipamentos fornecidos pelo MAPTSS, em colaboração com o Governo Provincial do Bengo.

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