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Centenas de jovens em formação no Bengo

Maiomona Artur | Caxito

Pelo menos 680 jovens estão a frequentar cursos nos centros de formação técnico-profissional, na província do Bengo, revelou ontem, em Caxito, o director local da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social.

Curso de corte e costura consta entre os mais procurados pelos jovens nos centros de formação profissional da província do Bengo
Fotografia: Edmundo Eucílio | Bengo

Miguel Venâncio da Silva salientou que os jovens estão a frequentar cursos de alvenaria, serralharia, canalização e electricidade civil, mecânica auto, informática, decoração, corte e costura, culinária e frio industrial.
O director provincial da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social avançou que a formação técnico-profissional tem estado a contribuir para o desenvolvimento dos jovens e das suas famílias.
O responsável adiantou que os técnicos do sector têm feito um acompanhamento junto dos centros profissionais, com vista a orientar o seu trabalho, apoiando de forma metodológica e incentivando a melhoria das suas performances.
Miguel da Silva considerou a formação profissional no seio da juventude como sendo a porta de entrada para o mercado de trabalho, com vista a combater a fome e a pobreza.
Sublinhou igualmente que “um determinado país não se desenvolve apenas com doutores, médicos, jornalistas, mas também com pessoas que têm outras formações técnico-profissionais, que são as áreas que criam mais empregos”. O director provincial deu a conhecer que a nível da província existem 70 formadores, que garantem o ensino e aprendizagem nos centros de formação profissional e nos pavilhões de artes e ofícios dos municípios dos Dembos, Dande e Ambriz.
Fez saber igualmente que, há três anos, vários jovens foram formados nas áreas de serralharia, alvenaria e carpintaria, nos municípios dos  Dembos, Dande e Ambriz, sendo que muitos estão já a trabalhar em empresas de construção civil e estatais.
Além disso, referiu Miguel da Silva, a formação dos jovens tem permitido a abertura de vários negócios, bem como ajudado para que eles possam transmitir os conhecimentos e técnicas adquiridas a outras pessoas.
O responsável da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social afirmou que a instituição dos cursos profissionais visa a redução da problemática do desemprego na província do Bengo e atender as necessidades da região, uma vez que os formandos vão trabalhar em instituições públicas ou privadas.

Novo centro

Nos próximos tempos, disse que vão ser construídos um centro profissional, no município do Pango Aluquém, e dois pavilhões de artes e ofícios, sendo um nos Dembos e outro em Nambuangongo.
A ideia, explicou, é estender a rede de formação profissional à toda província do Bengo, não só por meio do programa dos pavilhões de artes e ofícios, mas igualmente com a execução de outros projectos nas áreas de empreendedorismo, no sentido de levar os cursos às localidades mais recônditas da região, através dos centros profissionais móveis.
No tocante ao empreendedorismo, o director provincial disse que cerca de 80 jovens receberam formação em várias vertentes, com destaque para os cursos de montador de parabólica, higiene e saúde e segurança.
Miguel da Silva referiu que os cursos estão a dotar os jovens de conhecimentos técnicos e científicos para ajudarem a resolver os problemas pontuais numa determinada localidade da província. Apontou as áreas de transporte, comércio e telecomunicações como sendo as mais preponderantes para que os jovens formados em qualquer disciplina possam investir, tendo em conta a escassez destes meios no Bengo.
Miguel da Silva sublinhou que a actual realidade do Bengo aponta que os empreendedores deveriam atacar mais a área do comércio, dada as facilidades que o sector oferece ao investidor.

Kits de trabalho

O director provincial do Bengo da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, Miguel da Silva, salientou que o objectivo da instituição é apenas garantir a formação técnico-profissional para dotar os jovens da região de conhecimentos que lhes permitam “caminhar com os próprios pés”, não sendo da responsabilidade do órgão fornecer kits de trabalho.
Miguel da Silva explicou que os kits de trabalho são da responsabilidade do Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas (INAPEM) e do Balcão Único do Empreendedor (BUÉ), através de programas concretos levados a cabo pelas instituições financeiras. 

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