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Centenas de jovens na escola de artes e ofícios

Maiomona Artur | Caxito

O Programa Geração de Renda, da Direcção Provincial de Assistência e Reinserção Social do Bengo, está a formar jovens de ambos os sexos com idades entre os 18 e os 35anos em diversas especialidades.

Muitos jovens estão a ser formados nos pavilhões de artes e ofícios em várias especialidades como a de corte e cosrtura
Fotografia: Edmundo Eucílio

O Programa Geração de Renda, da Direcção Provincial de Assistência e Reinserção Social do Bengo, está a formar jovens de ambos os sexos com idades entre os 18 e os 35anos em diversas especialidades.
De acordo com o coordenador, Adão Manuel, 352 jovens já beneficiaram, numa primeira fase, das acções desenvolvidas pelo programa.
Adão Manuel disse que a formação é dirigida às áreas de barbearia, electricidade, serralharia, marcenaria, corte e costura, agricultura e sapataria. O programa está, igualmente, a beneficiar pessoas vulneráveis, como idosos, deficientes físicos e mulheres, que receberam 221 conjuntos de ferramentas profissionais destinados a 352 beneficiários directos, 1.588 indirectos e que vão criar 195 postos de trabalho. 
O programa de trabalho e geração de rendimentos ajuda a melhorar a qualidade de vida das populações mais carenciadas, entre os quais jovens, idosos e deficientes na condição de desempregados.
Adão Manuel afirmou que os cursos visam dotar de conhecimentos técnicos e profissionais os chefes de famílias vulneráveis, para que constituam pequenas unidades de trabalho para o seu sustento. Lamentou que a falta de energia eléctrica, que se faz sentir no município do Dande, tem dificultado o processo de formação, já que são utilizados equipamentos eléctricos.
O coordenador do projecto pediu aos jovens da província para participarem e se inscreverem nos vários projectos de formação técnico-profissional que o governo põe à sua disposição, para contribuir para o desenvolvimento do país.
Precisou que centenas de jovens têm recebido ferramentas profissionais para facilitar a sua inserção no mercado de trabalho, na perspectiva de criar pequenas e é médias empresas.
O programa beneficiou, nesta primeira fase, os municípios do Dande, Icolo e Bengo e Dembos dos oito que compreendem a província. Assegurou, que após a criação de condições o projecto vai estender-se aos restantes cinco municípios, Ambriz, Bula Atumba, Pango Aluquém, Nambuangongo e Kissama.
 
Novas perspectivas
 
O formando João Pedro, 62 anos, elogiou a iniciativa do Executivo, porque graças à sua formação na área de corte e costura hoje ocupa o cargo de coordenador de instrução profissional no centro de produção Santa Ana, no Caxito.
João Pedro disse que apoia os jovens dos cursos e serviços do Programa de Geração e Renda da Direcção Provincial da Assistência e Reinserção Social. 
Explicou que, anteriormente, desenvolvia vários projectos de forma isolada e não obtinha rendimentos consideráveis. Actualmente, a parceria que tem com o Executivo permite dar o seu contributo na reconstrução da região.
Matumona Pedro, formado na área de carpintaria, conseguiu o seu primeiro emprego fruto da formação profissional que recebeu e desde então tem dado o seu contributo à sociedade.
Sublinhou que faz cadeiras, guarda-fatos, cadeirões, camas, mesas, cadeiras, balcões, alguns materiais por encomenda e os rendimentos servem para o sustento familiar.
Pedro Tecula, de 54 anos, natural da província do Kwanza-Norte, disse que sempre trabalhou como carpinteiro na sua terra natal e decidiu trabalhar no Bengo.
“Aqui consegui reforçar e amadurecer os meus conhecimentos e pretendo trabalhar em parceria com outros colegas, rumo ao desenvolvimento da província” frisou. Os camponeses recém formados do Bairro da Santa Ana, no município do Dande manifestaram a sua satisfação pelo facto do Governo Provincial ter cedido 170 hectares para o cultivo.
Jaime Balombo, de 50 anos, disse que a vida da sua família mudou desde que recebeu do Governo Provincial dois hectares de terra para trabalhar. Informou que utiliza o espaço para a plantação de beringela, gindungo, pimenta, cebola tomate e couve, no tempo do cacimbo.
Recordou que a região tem igualmente potencialidades para o cultivo de massango, feijão macunde, batata-doce, hortícolas, mas a dificuldade reside na falta de moto-bombas e adubos. Rosa António, de 32 anos, diz que o trabalho no campo tem corrido sem sobressaltos, pelo facto de beneficiar da ajuda das filhas, e os  produtos  colhidos  ajudam na alimentação da família.

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