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Centro de saúde do Kicabo está com falta de analistas

Alfredo Ferreira | Kicabo

A chefe de enfermaria do centro de saúde da localidade do Kicabo, município do Dande, Paula Ernesto, informou, em entrevista ao Jornal de Angola, que a instituição que dirige necessita de pelo menos dois analistas para o pleno funcionamento do laboratório de análises clínicas.

Parte frontal do centro médico de Kicabo que está a enfrentar muitas dificuldades
Fotografia: Edmundo Eucílio | Bengo | Edições Novembro

Paula Ernesto deu a conhecer igualmente que além da falta de analistas, o centro carece de reagentes para o funcionamento do laboratório e de energia eléctrica.
"O gerador que o centro possui não tem capacidade para fornecer energia à unidade sanitária", sublinhou Paula Ernesto, acrescentando que existem quatro técnicos de saúde que trabalham sem contrato, há mais de oito meses.
O centro médico da localidade do Kicabo, que conta com os préstimos de dois enfermeiros e 13 técnicos básicos, segundo Paula Ernesto, durante o mês passado diagnosticou mais de 70 casos de malária, adiantando que os números são preocupantes e que o centro tudo tem feito para combater este flagelo, distribuindo mosquiteiros e medicando os doentes.
A enfermeira fez saber que as doenças que mais predominam na região são o paludismo e as diarreicas agudas, adiantando que “por dia são atendidas em consultas pré-natais entre 20 a 30 gestantes".

Falta de Água


A par da saúde, a zona do Kaia-Mbambe, localidade do Kicabo, tem insuficiências no fornecimento de água, há já vários anos, disse o regedor daquela região, Miguel João, adiantou que “a população percorre mais de oito quilómetros à procura de água e que os camiões cisternas que antes abasteciam àquela zona já não aparecem”.
Segundo Miguel João, devido à falta de água a população é assolada por várias doenças, sendo a diarreia a mais frequente. Por outro lado, segundo a autoridade tradicional, a zona que está localizada a 45 quilómetros da sede do Kicabo não possui um posto médico para prestar os primeiros socorros à população. De referir que o vice-governador para a esfera Política e Social, António Martins, garantiu à população que “o regresso dos camiões cisterna está para breve e que a falta de água no posto médico vai ser ultrapassada.”

Hospital geral tem nova direcção

O governador da província do Bengo, João Bernardo, deu por finda a comissão de serviço da Direcção do Hospital Geral do Bengo, segundo um documento do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa do governo local.
De acordo com o documento, o governante deu por finda as comissões de serviço do director-geral do Hospital Geral do Bengo, António Mayer, do director administrativo, Manuel Santana, do director de enfermagem, Anacleto Francisco, bem como do director geral do Hospital Geral da Barra do Dande, no município do Dande, Manuel da Fonseca.
Noutros despachos, o governador nomeou Manuel da Fonseca para exercer a função de director-geral do Hospital Geral do Bengo, Georgina Mateus para directora clínica, Luzia Monteiro para directora de enfermagem e Francisco Sabino para director administrativo.

Caxito apresenta ambiente calmo


A cidade de Caxito, na província do Bengo, apresenta ambiente calmo nos primeiros dias do ano. Numa ronda efectuada ontem pela Angop, foi notória a pouca movimentação de transeuntes, automóveis e motociclos, nas principais artérias da urbe.
O cenário calmo da cidade era visível, apesar do funcionamento normal de alguns serviços sociais. Outras áreas que mereceram a pouca atenção dos moradores do Bengo foram os mercados informais de Cawango e Panguila, com pouca afluência de vendedores.

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