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Centro sanitário da comuna do Úcua presta assistência a muitos pacientes

Alfredo Ferreira | Caxito

O centro de saúde da comuna do Úcua atendeu, durante o período de Janeiro a Maio, 1.616 pacientes com diversas patologias, revelou ontem o enfermeiro auxiliar Jorge Joaquim Cavanza. Dos atendidos, 780 eram crianças e 836 adultos, o que representa um aumentou de 816 casos, em relação ao mesmo período do ano anterior.

Parcela da província do Bengo está a ser assolada por várias enfermidades
Fotografia: Edmundo Eucílio

O centro de saúde da comuna do Úcua atendeu, durante o período de Janeiro a Maio, 1.616 pacientes com diversas patologias, revelou ontem o enfermeiro auxiliar Jorge Joaquim Cavanza. Dos atendidos, 780 eram crianças e 836 adultos, o que representa um aumentou de 816 casos, em relação ao mesmo período do ano anterior.
Quanto às doenças mais frequente naquela zona, o enfermeiro referiu o paludismo, a diarreia aguda, sarna, infecção urinária e doenças respiratórias, estas principalmente pela mudança de clima.
O responsável da unidade sanitária garantiu que a instituição recebe regularmente medicamentos e, para assegurar a procura de pacientes que diariamente acorrem aos serviços de saúde, são necessários mais oito técnicos. Entre as grandes dificuldades que a unidade apresenta, o responsável apontou a falta de um motorista para a única ambulância que o posto médico possui, situação que tem condicionado a evacuação de pacientes desde 2009.
A comuna do Úcua, que fica a 61 quilómetros da cidade de Caxito, tem uma população estimada em mais de cinco mil habitantes, que na sua maior se dedica à agricultura de subsistência, caça e ao comércio rudimentar.

Icolo e Bengo sem meios para diagnóstico do VIH/Sida

O hospital municipal de Icolo e Bengo debate-se com falta de meios de diagnóstico do VIH/SIDA, dificultando o trabalho dos especialistas. A enfermeira Maria Manuel Meno disse existir irregularidade no abastecimento dos meios e medicamentos para o acompanhamento e tratamento de doentes infectados.
 Já a enfermeira Domingas Sabino de Sousa, ligada ao programa de testagem, transmissão e corte vertical, referiu que a situação está igualmente a afectar o atendimento das mulheres grávidas.
 “Muitos casais infectados com a doença e que procuram os serviços do referido programa regressam defraudados, devido às dificuldades que a instituição sanitária atravessa”, sublinhou.
 Domingas Sabino de Sousa referiu que o programa de Aconselhamento, Testagem e Corte Vertical acompanha apenas dez mulheres infectadas entre 30 seropositivas, sendo que as outras desistiram das consultas.  O hospital testou de Janeiro a Maio do corrente ano 169 pessoas, dos quais 163 tiveram resultados negativos e seis positivos, sendo que em Abril o centro de atendimento não funcionou pelas causas já enunciadas.
 Em 2010 foram testadas 225 pessoas, tendo 25 acusado resultados positivos e 190 negativos, enquanto em 2009 o centro prestou serviço a 1.252 pessoas, tendo detectado 30 seropositivos.
 Em 2008, 1.884 pessoas afluíram ao centro, tendo registado 58 testes positivos.

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