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Chuva desaloja famílias na província

Pedro Bica | Pango Aluquém

As chuvas, acompanhadas de ventos fortes, que se abateram no fim-de-semana sobre o Município de Pango Aluquém, na Província do Bengo, causaram a destruição de 75 habitações, o derrube de árvores e de cabos eléctricos.

Muitas moradias ficaram sem tecto
Fotografia: Edmundo Eucílio

 As centralidades Bem Vinda e de Pango Velho são os locais mais afectados.De acordo com dados da Administração Municipal de Pango Aluquém, 15 casas do projecto habitacional que alberga na sua maioria funcionários públicos, ficaram parcialmente destruídas, enquanto 34 casas ficaram sem tecto.
Sunga Filho, administrador municipal adjunto, de Pango Aluquém, disse ao Jornal de Angola que estão a ser envidados  esforços junto da Comissão Provincial dos Serviços de Protecção Civil e Bombeiros para as vítimas serem apoiadas.Dado o elevado número de casas afectadas, a Administração  Municipal não consegue dar resposta às dificuldades dos sinistrados, disse o responsável, que lembrou que membros dos Serviços de Protecção Civil e Bombeiros, da Habitação e do Ordenamento do Território visitaram a região para avaliar os estragos e providenciar soluções.
“Para a zona dos 200 fogos habitacionais a solução encontrada, em concertação com o Governo Provincial, foi a cedência, a título provisório, de casas ainda não habitadas, até que o empreiteiro seja chamado a reparar os danos”, informou Sunga Filho, administrador municipal adjunto de Pango Aluquém, que acrescentou: “Os demais sinistrados estão a beneficiar de apoio e acolhimento de familiares, enquanto aguardam pela Comissão  dos Serviços de Protecção Civil e Bombeiros”.
Para a anciã Paula José, moradora no bairro Pango Velho, a chuva foi uma desgraça. A anciã perdeu quase tudo e lembra com tristeza a forte ventania e as chuvas, que sem cessar, causaram a destruição total da sua residência de adobe.
Os moradores das zonas mais afectadas perderam, além dos tectos das casas, produtos alimentares, electrodomésticos e colchões. Enquanto continuar a chover, as pessoas que vivem na Centralidade Bem Vinda estão sob ameaça de perderem os seus haveres, alertaram as autoridades.
A região tem duas grandes ravinas que ameaçam a qualquer momento cortar a circulação automóvel nos troços entre a sede Pango Aluquém, Bula Atumba e Dembos e podem destruir algumas residências da centralidade.

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