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Crianças sem registo de nascimento preocupam autoridades do Caxito

Edson Fontes | Caxito

As autoridades da província do Bengo estão preocupadas com as mais de 100 crianças do bairro da Quinjanda, no Caxito, que não têm registo de nascimento, afirmam as conclusões do encontro provincial de reflexão sobre a situação da criança.

Tráfico de menores preocupa autoridades
Fotografia: Edmundo Eucílio

As autoridades da província do Bengo estão preocupadas com as mais de 100 crianças do bairro da Quinjanda, no Caxito, que não têm registo de nascimento, afirmam as conclusões do encontro provincial de reflexão sobre a situação da criança.
Um documento da administração municipal do Dande refere que, no  quadro do seu programa, o conselho local da criança é um órgão que exige um trabalho conjunto de todos os envolvidos no cumprimento dos direitos dos menores.
Além disso, afirma que a mais importante das suas funções é monitorizar os 11 compromissos para a criança, para cuja concretização o município realizou diversas actividades, com vista à redução da taxa de mortalidade infantil, campanhas de vacinação contra a pólio e o sarampo.
A circunscrição realizou igualmente campanhas de vacinação para a intensificação da prevenção contra o tétano e febre-amarela, administração do albendazol, vitaminas, distribuição de coartem e mosquiteiros, além de ter realizado uma formação para parteiras tradicionais.A educação primária (da 1ª a 9ª classe) foi frequentada, na comuna do Caxito, por 12.740 crianças, na das Mabubas 2.588, Úcua 945, Quicabo 3.846, Barra do Dande 5.036 e o bairro do Panguila (10.800).

Dificuldades

Apesar dos avanços, existem ainda alguns constrangimentos na concretização dos 11 compromissos, como a deficiente distribuição de água potável às escolas, insuficiência de medicamentos nos hospitais, centros de saúde e postos médicos. Por isso, o conselho defende a necessidade da construção de mais escolas, banir as barreiras na distribuição de material didáctico, aumentarem as campanhas com vista à redução de casos de gravidez precoce.
O conselho lamenta, ainda, o facto das redes de protecção da criança não estarem a trabalhar com eficiência e eficácia, para combater os casos de violação sexual contra menores, o tráfico de crianças e de outras envolvidas no consumo de drogas.

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