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Crocodilo mata mãe e filha na Fazenda da Cerâmica

Fula Martins|Libongos

Uma jovem, de 19 anos, e a filha, de 9 meses, foram atacadas, no sábado, no rio Lifune, por um crocodilo, na localidade da Cerâmica, a 35 quilómetros da cidade de Caxito, disse uma testemunha do acidente.

Uma jovem, de 19 anos, e a filha, de 9 meses, foram atacadas, no sábado, no rio Lifune, por um crocodilo, na localidade da Cerâmica, a 35 quilómetros da cidade de Caxito, disse uma testemunha do acidente.
Ana Margarida disse, ao Jornal de Angola, que tudo aconteceu quando ambas foram buscar água para beber, ouviu gritos e viu a companheira e o bebé, que trazia às costas, serem arrastadas por um enorme crocodilo. “Ela preparava-se para encher a banheira e o bidão quando foi surpreendida pelo crocodilo gigante que as arrastou até às profundezas do rio”, afirmou.
Assustada, referiu, correu para casa a contar o que se passara aos vizinhos e à Polícia, que anunciou que os corpos das vítimas tinham sido encontrados, sem graves lesões, dentro de um túnel.
Simeão Garcia, soba do Dembo dos Libongos, afirmou que vai pedir uma reunião urgente das autoridades tradicionais da região para se encontrar uma solução para esta situação que preocupa as populações da Fazenda Lifune e da Cerâmica.
Pedro António Garcia, outra autoridade tradicional, disse que “não se trata de crocodilos, mas de manobras de pessoas que fazem mal aos outros, mascarando-se com a capa de jacaré”.
 “Temos de fazer tudo para descobrir quem tem praticado este tipo de mal”, afirmou, sublinhou que “o crocodilo, geralmente, devora mulheres”. “O único rapaz que foi atacado pelo crocodilo acabou por se libertar depois de lutar com o animal, sofrendo ferimentos graves”, garantiu. Félix Miguel, o sobrevivente do ataque de crocodilo na Fazenda Lifune, contou, ao Jornal de Angola, que estava a tomar banho no rio quando surgiu um crocodilo que o atacou.
A vítima disse serem frequentes os ataques de crocodilos na região da Fazenda Lifune e que os alvos preferidos são as mulheres que vão ao rio buscar água ou lavar roupa.
Habitantes da Fazenda Lifune disseram, ao nosso jornal, que este é o 17º caso de pessoas mortas por um crocodilo no mesmo rio.

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