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Dande necessita de mais professores

Alfredo Ferreira | Dande

A Escola de Formação de Professores “Kimamuenho”, no município do Dande, na província do Bengo, necessita de 40 docentes, para as disciplinas de língua inglesa, matemática e física, revelou ontem o director da instituição.

A maior parte dos finalistas da Escola de Formação de Professores do município do Dande garante o processo de ensino em zonas rurais
Fotografia: Edmundo Eucílio | Caxito

António Elias Correia, que falava em entrevista ao Jornal de Angola, disse  que a escola necessita, também, de professores de educação física, biologia e empreendedorismo.
Fez saber que a Escola de Formação de Professores vai continuar a trabalhar para a melhoria da qualidade do processo de ensino e aprendizagem, bem como no combate à corrupção, absentismo e indisciplina no seio dos docentes e discentes.
António Elias Correia disse ainda que a instituição tem 17 salas de aula, onde são ministrados os cursos de línguas Portuguesa, Francesa e Inglesa, Matemática/Física, Biologia/Química, Geografia/História e Instrução Primária.
O director fez saber que, para se melhorar as condições de trabalho, no próximo ano lectivo, a escola vai ser transferida para uma nova instalação, que está a ser erguida na localidade do Sassa Povoação.
A nova instalação terá mais de 24 salas de aula, uma biblioteca, um laboratório, um internato com 124 quartos, sendo uns para funcionários e outros para os estudantes, bem como um refeitório.
O responsável deu a conhecer que a referida escola terá capacidade para albergar cerca de 3.240 estudantes, em três turnos. “O nosso objectivo, a cada ano, é inserir no mercado de trabalho bons docentes. Neste âmbito, a escola já formou, desde a sua inauguração, cerca de seis mil professores, dos quais muitos, hoje, são mestres e/ou doutores,” disse António Elias Correia.

Escolha de especialidade

Timóteo João, de 19 anos, é aluno do primeiro ano do curso de Educação, na especialidade de Francês e Educação Moral e Cívica. “Queria a especialidade de Língua Portuguesa e Educação Moral e Cívica, mas como já não havia vaga, optei pela especialidade de Francês e Educação Moral e Cívica”, disse.
Quanto aos professores, Timóteo João disse que têm sido atenciosos e responsáveis no tocante aos métodos de transmissão de conhecimentos.
Regina Domingos, estudante do 3º ano, disse que optou pela especialidade de Geo/História, porque, na altura, era a única vaga existente. Por outro, Bernardo Dembos, estudante do 4º ano, sublinhou que até agora teve bons professores, que o ajudaram no processo de ensino e aprendizagem com zelo. “Desde criança, sempre, tive o sonho de ser professor, hoje, estou a concretizá-lo e espero, amanhã, dar o meu contributo em prol da transmissão de conhecimentos”, revelou. O funcionamento da instituição é assegurado por 113 funcionários, dos quais 93 docentes e 20 trabalhadores administrativos. No presente ano lectivo, foram matriculados na Escola de Formação de Professores 2.345 estudantes.

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