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Educação com centenas de escolas

Edson Fontes |Caxito

O aumento de salas, na província do Bengo, permitiu o ingresso de 82.125 alunos, nos quatro níveis de ensino, no presente ano lectivo.

Instituto Médio Politécnico em Caxito prepara futuros quadros em várias especialidades
Fotografia: Edson Santos

O aumento de salas, na província do Bengo, permitiu o ingresso de 82.125 alunos, nos quatro níveis de ensino, no presente ano lectivo.
A informação foi avançada ontem pelo chefe de departamento de Educação Ciência e Tecnologia, Nogueira Hernâni, que realçou que em 2002 o sector registou a inscrição de 26.194 alunos.
Recordou que actualmente a rede escolar da província é composta por 354 escolas, com 3.610 professores a garantir o normal funcionamento do sector.
Neste capítulo, o município do Dande possui o maior número de escolas do primeiro e segundo ciclo, bem como de institutos médios das especialidades de saúde, formação de professores, matemática, física, química e um politécnico.
Nogueira Hernâni revelou que o número de docentes ainda não satisfaz as necessidades, porque o Bengo tem muitas aldeias que distam cerca de 60 a 70 quilómetros das sedes municipais. Informou que, com o objectivo de ultrapassar tal situação, o governo local prevê para os próximos tempos a admissão de 1.055 novos professores, que vão ser distribuídos nos oito municípios da província.
Indicou que, a par disso, a região controla cerca de sete mil crianças, que estão fora do sistema normal do ensino, o que leva o governo provincial a trabalhar no sentido de construir mais salas e admitir mais professores.
O coordenador afirmou que há três anos a província beneficiou de uma Escola Superior Pedagógica, afecta à Universidade Agostinho Neto, que lecciona os cursos de língua portuguesa, história, matemática, pedagogia e psicologia. Informou que na Escola Superior Pedagógico do Bengo frequentam estudantes dos municípios do Ambriz, Bula Atumba, Dembos e Nambuangongo.
Recordou que em tempos idos, a juventude, para dar continuidade aos seus estudos de nível superior, era obrigada a estudar na capital do país e noutras províncias, e a zona carecia de quadros superiores.
Outra novidade reside no facto de contar também com uma instituição privada de ensino superior, o Instituto Superior Técnico de Angola, que aos poucos está a reduzir a saída de quadros.

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