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Empreendedorismo nas escolas do Bengo

Edson Fontes| Caxito

O ensino da disciplina de empreendedorismo a nível das escolas do primeiro e segundo ciclos do ensino geral do Bengo  ganha  uma nova dinâmica, nos próximos dias, depois que um grupo de professores  terminar, na ontem, um seminário de capacitação sobre a matéria.

Docentes orientados a implementare metodos activos nas aulas de empreendedorismo
Fotografia: Maria João| Bengo

Iniciado na segunda-feira, o seminário visa  aumentar o número das escolas que leccionam a disciplina de empreendedores, uma matéria ministrada nas instituições de ensino do Bengo, desde 2014.
Durante a actividade, os professores  desenvolvem competências metodológicas científico-pedagógicas no ensino de empreendedorismo, promover a criatividade na utilização dos diversos métodos de ensino e criar aptidões na utilização integrada das matérias de apoio ao docente da cadeira.
O seminário visa  despertar atitudes e capacidades empreendedoras e intra-empreendedoras pessoais, desenvolver competências de gestão do processo de ensino e aprendizagem da disciplina e capacidades pedagógicas, com vista a orientar os professores na implementação de metodologias activas nas aulas de empreendedorismo.
O director provincial da Educação, Ciência e Tecnologia do Bengo, António Quino, referiu que a disciplina de empreendedorismo pretende suprir uma lacuna curricular identificada no sistema de ensino.
António Quino disse aos participantes que, na altura em que o país passa por muitas mudanças estruturais e se  adapta  a novas realidades, é cada vez mais sensato que o ­sector da Educação se adapte à essas transformações.
“Actualmente o paradigma dos cursos públicos são a expectativa ultrapassada, pois, são as iniciativas privadas que dinamizam as respectivas economias, fomentam o emprego e promovem novos ­postos de trabalho, criam riquezas e contribuem imenso para o desenvolvimento dos países”, disse, para precisar: “O empreendedorismo é um processo de iniciativa de implementar novos negócios ou mudanças em empresas já existentes, dai ser um termo muito usado no âmbito empresarial e, muitas vezes, está relacionado com a criação de empresas ou produtos novos, normalmente envolvendo inovações”. O director da Educação do Bengo referiu que um empreendedor deve ter como característica básica o espírito criativo e pesquisador, por ser alguém que está constantemente a busca de novos caminhos e soluções, sempre tendo em vista as necessidades das pessoas.
“Uma das estratégias que o Ministério da Educação tem orientado é de adaptar os currículos escolares, no sentido de preparar melhor os futuros quadros à essa realidade sócio económica do país”, referiu.

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