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Empresas de exploração de inertes devem preservar o meio ambiente

Maiomona Artur |Caxito

O chefe do departamento provincial do Ambiente na província do Bengo, Rui Narciso, alertou ontem, no Caxito, as empresas de exploração de inertes e a população em geral para a necessidade de preservação do meio ambiente, de modo a salvaguardar a saúde pública das populações.

A prática de corte de árvores é reprovável
Fotografia: João Gomes

O chefe do departamento provincial do Ambiente na província do Bengo, Rui Narciso, alertou ontem, no Caxito, as empresas de exploração de inertes e a população em geral para a necessidade de preservação do meio ambiente, de modo a salvaguardar a saúde pública das populações.
O responsável disse ao Jornal de Angola que, com o contributo das populações na preservação do meio ambiente, é possível diminuir a incidência de várias doenças no seio das comunidades.
Para alterar o actual contexto, foram realizadas várias actividades de sensibilização, entre Janeiro e Novembro, junto das comunidades e das empresas sedeadas no Caxito, sobre as consequências que podem advir da exploração de inertes.
“Podemos considerar que o trabalho de sensibilização junto das comunidades e empresas que exploram inertes no município do Dande foi bem recebido pela população e pelos responsáveis das referidas empresas. Mesmo assim, pensamos ser importante a participação de toda a sociedade”, referiu.
Rui Narciso pediu, igualmente, à população para fazer o depósito do lixo nos locais indicados e em horas próprias. “O nosso apelo vai também no sentido de a população primar pela construção de latrinas ou casas de banhos nas suas comunidades, para prevenção de doenças contagiosas que surgem nas épocas chuvosas”.

Preservação  das árvores
  
O responsável do Ambiente no Bengo defendeu a preservação e protecção das árvores, como forma de salvaguardar o meio ambiente.
A prática de corte anárquico de árvores nas comunidades por parte de indivíduos que procuram lucros fáceis, tal como as queimadas para obtenção de lenha e carvão constituem, segundo Rui Narciso, uma acção reprovável e condenável.
No próximo ano, o departamento provincial do Ambiente vai apostar na formação de quadros e na melhoria do trabalho do sector. 
“Em 2012 vamos emitir, através da Rádio Bengo, um programa radiofónico denominada “Espaço Verde”, para que as populações e as empresas possam participar e dar as suas contribuições com ideias sobre o meio ambiente, colaborando assim na formação de uma consciência humana”, disse. 
O departamento do Ambiente prevê ainda levar a cabo o programa de plantação de árvores e criar espaços verdes no município do Dande, na província do Bengo.
Rui Narciso apontou a falta de meios de transporte e informático como dois dos principais problemas que dificultam o trabalho do sector. “Não temos meios e, com isto, temos encontrado dificuldades muitas dificuldades”.           

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