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Escola da Centralidade tem excesso de alunos

Alfredo Ferreira e Edson Fontes | Capari

A única escola do ensino primário e do primeiro ciclo da Centralidade do Capari, que existe desde 2013, na Comuna da Barra do Dande, regista um excesso de alunos nas suas 18 turmas, disse ontem o seu director.

Muitas salas chegam a ter mais de quarenta alunos violando a reforma escolar
Fotografia: Edmundo Eucílio | Edições Novembro | Capari

Tozé Isaías Chilavari explicou que a escola possui capacidade para 1.500 alunos, mas, neste ano, tem mais 1.815 matriculados, perfazendo um total de 3.315, inseridos no ensino primário e no primeiro ciclo.
Esta situação fez com que a escola  351 tenha em cada turma 42 alunos, violando o regulamentado na Reforma Educativa, que orienta que cada sala deve ser preenchida apenas por 35 estudantes, por turno.
Para inverter este quadro, Tozé Isaías Chilavari referiu que a solução passa pela construção de mais quatro salas, com vista a aumentar a capacidade da instituição para 22 turmas e desafogar as actuais.
O director da escola avançou que este projecto já existe e as salas devem ser construídas fora do perímetro da centralidade. Deste forma acredita que podem inscrever novos alunos, tendo em conta que a centralidade passa a ser habitada por gente, em breve.
Apesar dos constrangimentos, Tozé Isaías Chilavari considerou que o aproveitamento durante o primeiro trimestre deste ano lectivo foi positivo.
Quanto ao ensino primário, Tozé Isaías Chilavari avançou que o aproveitamento é, também, satisfatório, uma vez que os alunos estão a superar muitas debilidades e adquiriram conhecimentos suficientes para assegurar a transição de classe. O director da escola da Centralidade do Capari disse que o sucesso registado no trimestre tem a ver igualmente com o facto de os gestores da instituição terem desenvolvido um programa de palestras, no sentido de estimular o intelecto dos alunos.

Professores e alunos


Gabriel Mesetula, professor da escola da Centralidade do Capari, considerou existir algumas dificuldades para trabalhar com os alunos daquela localidade, uma vez que se exige muitos esforços para se aplicarem eficazmente as técnicas e métodos académicos, dado o número de crianças por turma.
Embora haja esse problema, Gabriel Mesetula assegurou que tem boa relação com os alunos, dai considerar a interacção de saudável. “Quando se trata de trabalho todos estão presentes, uma vez que muitos deles estão com idades avançadas para este nível e não querem mais reprovar”.
O chefe da secretaria pedagógica, Walter Paím, confirmou o esforço dos professores, principalmente no diálogo fraterno com os alunos, para que estes possam ultrapassar os problemas básicos que levam de casa: “Um dos programas que tem ajudado são as palestras, que abordam as melhores formas de comportamentos e de atitudes que os alunos devem tomar no recinto escolar e fora deste, assim como dos esforços para terem bons resultados no final do ano.”

Problemas sociais

As condições de carência extrema de alguns alunos,  que atrapalha o processo de aprendizagem  é um dos  problemas que os professores da única escola primária e do ensino primário da Centralidade de Capari enfrentam.
O professor António Miguel, coordenador de Geografia, lamentou  que alguns alunos da comunidade vão regularmente à escola com fome e que outros vivam muito distante da instituição de ensino, dai não puderem assimilar bem as matérias.
António Miguel disse que os estes alunos têm merecido uma atenção especial, embora os resultados demorem, nalguns casos, a surgir. Por isso, sugeriu a execução do programa de merenda escolar para a questão da fome nos períodos lectivos ser ultrapassada.

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