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Exploração de inertes preocupa administração

Pedro Bica | Bom Jesus

A exploração de inertes que está a ser feita na comuna do Bom Jesus, no município de Icolo e Bengo, província do Bengo, pode originar o corte da circulação automóvel entre esta e as restantes localidades, em qualquer momento.

A exploração de inertes que está a ser feita na comuna do Bom Jesus, no município de Icolo e Bengo, província do Bengo, pode originar o corte da circulação automóvel entre esta e as restantes localidades, em qualquer momento.
De acordo com informações prestadas segunda-feira pelo administrador comunal do Bom Jesus, Serafim Pedro Catari, a situação constitui uma das maiores preocupações com que se debate grande parte daquela região.
O responsável revelou que as empresas autorizadas a explorar os recursos naturais, no Bom Jesus, não estão a cumprir as exigências assumidas por altura da concessão das licenças.
Em muitos casos, várias zonas são abandonadas após a exploração, ficando com enormes buracos, o que, com as fortes chuvas que se abatem na zona, constitui um perigo para os aldeões. Para ultrapassar esta situação, as autoridades co       munais apelam aos responsáveis dos ministérios da Indústria e do Ambiente, no sentido de obrigarem à preservação dos solos, de modo a evitar-se o avanço de ravinas.
O Jornal de Angola verificou que, logo ao início da estrada que segue para a comuna industrial do Bom Jesus é possível vislumbrar a destruição, ainda que de forma lenta, mas bastante perigosa, da mãe natureza.
Os solos da vila são aráveis e bons para a agricultura, além da localidade possuir uma bacia hidrográfica rica e uma população empenhada no combate à fome e à pobreza, apesar das ravinas que destroem actualmente dezenas de campos agrícolas.
Com uma população estimada em 10.097 habitantes, Bom Jesus é considerada uma das zonas de maior desenvolvimento industrial, pelo número cada vez maior de fábricas diversificadas ali existentes, que estão a garantir muitos postos de trabalho a jovens, até então desempregados.

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