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Falta de água e luz eléctrica está a inquietar autoridades

Alfredo Ferreira e Edson Fontes |Cana-Cassala

A falta de energia eléctrica e de um sistema de captação e tratamento de água continuam a preocupar as autoridades comunais de Cana-Cassala, município de Nambuangongo, província do Bengo, revelou quarta-feira o administrador Nunes Augusto, em declarações ao Jornal de Angola.

O administrador comunal adiantou que, para inverter este quadro, decorrem estudos nas localidades de Kissacala, Kifula, Kaiengue e Kinquimbe, onde vão ser criados furos de água.
Nunes Augusto reconheceu que, enquanto não se concluir o trabalho que está a ser feito por técnicos da Direcção Nacional de Água, a população vai continuar a consumir água imprópria, a partir do rio Onzo, o que pode trazer graves problemas de saúde.
O administrador referiu que “por falta de médicos o único Centro de Saúde na localidade não consegue dar resposta à demanda de pacientes que diariamente acorrem à unidade”. Outra situação que preocupa as autoridades de Cana-Cassala é a falta de uma ambulância e de técnicos para o laboratório de análises clínicas, que não funciona desde a sua inauguração.  
Até agora, os serviços de saúde de Cana-Cassala registaram a ocorrência de seis casos de sarampo, mas “a situação está já controlada”, segundo Nunes Augusto.
Quanto à educação, a comuna dispõe apenas de uma escola do primeiro ciclo, com seis salas, a que juntam mais três salas nas localidades de Kaiengue e Kissacala, acrescentou o responsável comunal, notando que, “para inserir mais alunos, que actualmente estudam em condições precárias, em escolas de pau-a-pique, estão a ser construídas mais seis escolas em toda a comuna”.
No presente ano lectivo, salientou, estão matriculados um total de 1.827 alunos e 41 professores asseguram o normal funcionamento do ensino nesta localidade, constituída por sete aldeias.

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