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Formação contínua dos quadros do sector é essencial para melhorar os diagnósticos

O director do hospital regional dos Dembos, Manuel Luvualu Noé, defendeu na terça-feira, na vila de Kibaxe, a realização de mais acções de formação dirigidas aos técnicos de saúde da província, de forma a melhorar a sua actividade junto das comunidades.

O director do hospital regional dos Dembos, Manuel Luvualu Noé, defendeu na terça-feira, na vila de Kibaxe, a realização de mais acções de formação dirigidas aos técnicos de saúde da província, de forma a melhorar a sua actividade junto das comunidades.
O responsável disse à Angop que este tipo de formação vai permitir um melhor diagnóstico e atendimento dos pacientes que acorrem diariamente às diferentes unidades sanitárias da província.
Segundo ele, na sociedade o homem só vale algo quando está preparado para ser um factor determinante na transformação e valorização dos recursos que intervêm no desenvolvimento, crescimento e estabilização socioeconómica do país.
Entre as patologias que mais originam a procura do hospital por parte dos doentes, destacou as diarreias agudas, a malária e doenças respiratórias, tendo acrescentado que foram notificados casos de picadas de serpentes.
Numa perspectiva de prevenção, aconselhou a população a tratar a água, fervendo-a ou desinfectando-a com gotas de lixívia, a lavar as mãos antes e depois de comer, a utilizar latrinas, a ter higiene alimentar e a adquirir mosquiteiros para evitar contrair paludismo. O hospital regional dos Dembos atende diariamente uma média de 50 pacientes, sendo os seus serviços garantidos por quatro médicos (dois angolanos e dois estrangeiros) e 55 enfermeiros.  Com uma capacidade de internamento para 37 pacientes, a unidade hospitalar possui um banco de urgência, farmácia, salas de RX, hemoterapia, pediatria, maternidade, consultas externas, vacinação, PAV e laboratório de análises clínicas.
O município dos Dembos ocupa uma área territorial de 1.170 quilómetros quadrados, a Norte da cidade de Caxito, província do Bengo. Possui quatro comunas – Kibaxe, Piri, Coxe e Paredes – e uma população estimada em 16.303 habitantes, que se dedica à agricultura de subsistência e à caça. Muitas  pessoas, segundo o responsável, têm
 descuidado das regras de higiéne.
“Há pessoas, que quando padecem de alguma enfermidade preferem recorrer a outros meios, o que é mau”, concluiu.

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