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Fundação Agostinho Neto forma jovens em serigrafia

João Pedro |Cadete

A Fundação António Agostinho Neto deu ontem início, em Catete, ao curso de formação profissional de iniciação à serigrafia, no qual participam 40 jovens.

O objectivo da formação é dar aos jovens conhecimentos práticos com métodos simples
Fotografia: Miguel Gonçalves

A Fundação António Agostinho Neto deu ontem início, em Catete, ao curso de formação profissional de iniciação à serigrafia, no qual participam 40 jovens. O artista plástico Miguel Gonçalves, formador do curso, disse que o objectivo da formação é dar aos jovens conhecimentos práticos de serigrafia com métodos simples e económicos.
A Fundação António Agostinho Neto participa na luta contra a pobreza dando esta formação de forma gratuita. Muitos jovens aderiram ao curso, o que mostra interesse no desenvolvimento profissional, por ser um instrumento que permite obter o primeiro emprego.
Miguel Gonçalves salientou que a formação nesta área permite desenvolver um pequeno negócio: “podem fazer séries limitadas de impressões artísticas, imprimir t-shirts, bonés e panos o que permite uma fonte de rendimentos sustentável”.
O formador João Maurício, que trabalha em serigrafia há mais de 22 anos, aconselhou os alunos a dedicarem-se às aulas, uma vez que o curso exige paciência e empenho. Para os formandos, a parte mais interessante do curso é quando eles se vêem projectados: “a auto estima sobe e isso é importante na aprendizagem das técnicas”.
Os alunos também adquirem uma profissão rentável e podem montar uma oficina e ajudar os pais em casa, destaca o professor João Maurício.
A iniciativa da Fundação António Agostinho Neto consiste em dar formação em serigrafia a grupos de jovens em todas as províncias. Mas a província do Bengo foi a primeira, por ser a terra natal do Presidente Agostinho Neto.
O curso é ministrado nas instalações do Centro Cultural Agostinho Neto e tem a duração de cinco semanas, com uma carga horária de 75 horas.

Alunos satisfeitos

Manuela Sá, 20 anos, estudante da 12ª classe participa no curso e disse que vai aproveitar bem a formação: “quando me apercebi do curso, candidatei-me. Agora tenho o privilégio de participar na formação”, disse Manuela Sá.
Nelson Carlos diz que vai seguir a sugestão feita pelo professor: “no fim do curso vou organizar um grupo de trabalho, com objectivo de criar em Catete uma oficina de serigrafia”.
Os alunos vão fazer impressões em blusas e t-shirts para serem vendidas aos turistas. “Este curso é uma aprendizagem para toda a vida. No futuro, quero ser um professor como os que me ensinam”, disse Nelson Carlos.  Moisés Combe, que já trabalha em artes plásticas, estava entusiasmado com o curso. A serigrafia é uma técnica nova para ele, mas uma grande oportunidade para se firmar como artista plástico.

Sobre a serigrafia

Serigrafia é um processo de impressão no qual a tinta é vazada pela pressão de um rolo ou puxador, numa tela preparada. A tela (matriz serigráfica), normalmente de poliéster ou nylon, é esticada num quadro de madeira, alumínio ou aço.
A gravação da tela dá-se pelo processo de foto sensibilidade. É utilizada na impressão em variados tipos de materiais, como papel, plástico, borracha, madeira, vidro, tecido, superfícies cilíndricas, esféricas, irregulares, claras, escuras, opaca ou brilhantes, espessuras ou tamanhos, com diversos tipos de tintas ou cores. Pode ser feita de forma mecânica (por pessoas) ou automática (por máquinas).

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