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Governo do Bengo aposta na melhoria

Pedro Bica | Caxito

As autoridades da província do Bengo este ano vão promover a construção de infra-estruturas sociais básicas de apoio às populações nos municípios e comunas.

Projectos em curso vão melhorar o fornecimento de energia eléctrica em toda a extenção da província do Bengo
Fotografia: Edmundo Eucílio

As autoridades da província do Bengo este ano vão promover a construção de infra-estruturas sociais básicas de apoio às populações nos municípios e comunas.
A intenção vem expressa, no programa de investimentos públicos, que na generalidade aponta para a construção, reabilitação, apetrechamento e ampliação de escolas, hospitais e sistemas de captação e distribuição de água.
A região tem 84 instituições de saúde, sendo seis centros e oito hospitais. A rede hospitalar foi reforçada com novas áreas, como blocos operatórios, morgues, RX, serviços de sangue, bloco pediátrico, maternidades e mais enfermarias para internamentos. Após a criação da província, em 1980, apenas os municípios de Icolo e Bengo, Dande e Ambriz tinham serviços de saúde.
A Direcção Provincial da Educação, Ciência e Tecnologia do Bengo tem neste momento 332 escolas, sendo 283 do ensino primário, Iº ciclo (33), IIº ciclo (12), três institutos médios e uma escola do ensino especial, contando com mais de três mil professores.
Nos municípios existem escolas do ensino primário, primeiro ciclo e IIº e IIIº ciclos que garantem a formação dos alunos e estudantes que anualmente acorrem às instituições de ensino. Em 2010, a província do Bengo teve ao seu serviço 812 professores, fruto do concurso público que durante o ano lectivo findo permitiu preencher o número de vagas existentes. Para o ensino do IIº ciclo foram enquadrados 144 docentes o que constitui uma mais-valia, pelo facto de aliviar o grande défice existente nos municípios e comunas. Na província funcionam duas instituições de ensino superior, uma pública e outra privada, o Instituto Superior Pedagógico e o Instituto Superior Técnico de Angola.
 
Água potável

Os habitantes das oito sedes municipais da província do Bengo já consomem água potável fruto do Programa Águas para Todos. Durante o ano de 2010, foram reforçados 32 sistemas de captação e distribuição de água e de fornecimento de energia eléctrica nas 32 sedes comunais. Neste momento existe um projecto que visa garantir a expansão da rede domiciliar para beneficiar um maior número de consumidores. A província do Bengo, consta das três contempladas pelo programa do Executivo “Água para Todos”, que visa a melhoraria das condições de vida das populações rurais com fornecimento de água potável.
Com este projecto, mais de 67 mil habitantes da Barra do Dande, Mingue, Úcua, Foto Sacala e Kingongo, Onga Zanga, Cabiri, Tabi e Bela consomem água tratada. 
Relativamente ao sector energético, a província tem também uma linha de alta tensão que sai de Kifangondo e está instalada numa das subestações da Barragem das Mabubas, o que permitiu numa primeira fase a sua distribuição à cidade do Caxito, em média tensão.
A Barragem das Mabubas, que fornecia a luz eléctrica à província, foi destruída durante a guerra. A cidade do Caxito, durante 15 anos consumiu energia eléctrica de um grupo gerador, que abastecia de forma muito limitada e parcialmente a capital do Bengo. 
Actualmente os municípios são abastecidos com grupos geradores, o que não oferece muitas garantias ao consumo doméstico e à actividade industrial devido à sua capacidade limitada.
Apesar da inactividade de muitas infra-estruturas industrias, existe um programa de revitalização de fontes hidroeléctricas para responder ao crescimento industrial.
O governo do Bengo pretende começar a reabilitação das antigas linhas de alta tensão, que transportavam a corrente eléctrica para os municípios do Pango Aluquém, Bula Atumba e Dembos-Kibaxe por constituírem um importante eixo no desenvolvimento socioeconómico da região

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