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Governo está preocupado com as obras paralisadas

O Governo Provincial do Cuanza Norte está preocupado com a paralisação das obras nas estradas que ligam Samba Caju aos municípios da Banga, Bolongongo e Quiculungo, passando pela sede comunal de Cariamba até à vila do Terreiro, num total de 163 quilómetros.

Trabalhos de terraplanagem nas estradas principais estão parados há muito tempo
Fotografia: jaimagens

Em documento a que a Angop teve acesso, o Governo explica que as obras tinham sido adjudicados pelo Instituto Nacional de Estradas (INEA), em 2006, à empresa Metro Europa, para alargamento e asfaltagem. Até o momento, apenas foram feitos trabalhos de desmatação, alargamento e terraplanagem, e os trabalhos estão parados desde 2012. Com isto, os buracos e outros danos provocados pelas chuvas têm dificultado a circulação na zona.
O comunicado, que aborda a situação socioeconómica da região, refere que, actualmente, 4.105 quilómetros de estradas, entre primárias, secundárias e terciárias constituem a actual rede rodoviária da província. Do total de quilómetros de vias, 550,6 encontram-se asfaltados, enquanto outros 961 fazem parte de troços terraplanados, assinalando-se a existência de 25 pontes construídas e/ou reconstruídas. O Governo adianta que 1.355 quilómetros das referidas estradas acomodam actualmente o tráfego rodoviário, sendo que seis das dez sedes municipais da província, como Dondo, Ndalatando, Golungo Alto, Lucala, Samba Cajú e Camabatela e ainda várias sedes comunais circundantes, estão ligadas à capital da província e a Luanda por estradas asfaltadas.
Durante a visita do Vice-Presidente da República, Manuel Vicente, ao Cuanza Norte, o governador da província, Henrique André Júnior, expressou a sua preocupação com o degradante estado de conservação dos troços de terra batida que dão acesso aos municípios da Banga, Bolongongo, Quiculungo e Ngonguembo. Disse ainda, na altura, que a passagem pela ponte sobre o Rio Zenza, que liga o resto da província ao município de Ngonguembo, representa um sério risco para a circulação no troço Golungo Alto-Ngonguembo, a julgar pela insegurança que a infra-estrutura oferece, fruto do seu avançado estado de degradação.

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