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Hospital Central do Bengo reabilitado parcialmente

Alfredo Ferreira / Caxito

O Hospital Central da província do Bengo, situado na cidade de Caxito,  terá a partir do próximo mês de Julho, um novo banco de urgência com 14 salas, revelou  ontem  à imprensa o vice-governador  provincial para a área Social e Política.

Membros do governo receberam informações do empreiteiro sobre o andamento dos trabalhos
Fotografia: Edmundo Eucílio| Edições Novembro

António Martins,  que prestou estas declarações à comunicação social depois de uma  visita ao hospital,  onde verificou o andamento das obras, disse  que o banco de urgência daquele hospital, depois de reabilitado, terá capacidade para atender “um número expressivo de doentes diariamente”, ao contrário dos dias correntes, que devido à sua exiguidade, assiste poucos pacientes. “O banco de urgência terá mais compartimentos, isso significa que a sua capacidade para albergar doentes será maior”, frisou.  
As  novas instalações  da Urgência vão ocupar um espaço de mil metros quadrados. As obras, que arrancaram no início do mês em curso, estão a cargo da empresa Anil Construtora e serão concluídas em seis meses.
  “Pretendemos melhorar a prestação dos serviços  no banco de urgência, para que as populações, quer as de Caxito, quer as do resto da província,  possam beneficiar de boa assistência médica. Portanto, até agora, o banco de urgência não tem dado resposta cabal ao número de doentes que diariamente acorrem ao local por não ter capacidade em termos gerais”, deu a conhecer o vice-governador. 
António Martins, que apelou à construtora a cumprir com os prazos contratuais,  disse estar convicto de que, quando o banco de urgência do hospital central estiver totalmente reabilitado,  “será uma mais-valia” para  as populações da província. “Seguramente já não vamos registar aqueles congestionamentos de doentes na Urgência do hospital, porque a capacidade de atendimento  para os pacientes será maior”, prometeu. 


Estrutura antiga


O Hospital Central do Bengo foi construído  antes da independência do país, e desde então nunca beneficiou de obras de reabilitação geral. É nesta perspectiva, de acordo com António Martins, que foi elaborado um projecto que visa a restauração do imóvel.
“O hospital vai beneficiar de várias obras brevemente, por ter já muitos compartimentos degradados. Vamos fazer obras de ampliação e modernização de modo a garantirmos melhor acomodação, não apenas aos pacientes mas também aos funcionários. Também queremos adequar o hospital a padrões internacionais”, avançou  António Martins.
Um dos sectores que as entidades de direito na província pretendem  igualmente reabilitar no Hospital Central do Bengo é o bloco operatório, por estar parcialmente obsoleto. “É ponto assente que queremos fazer obras gerais no hospital, mas devido às condições financeiras, vamos dar prioridade, entre outros sectores, ao bloco operatório”,  referiu  o governante.  


Falta de medicamentos


O vice-governador informou, por outro lado, que o Hospital Central do Bengo debate-se com a falta de medicamentos há já algum tempo, por razões  conjunturais. “A questão da falta de medicamentos que assola o hospital central, tanto quanto os outros da província, é conjuntural. Acho que a solução para isso passa pela municipalização dos serviços hospitalares”, opinou.  
António Martins defende  que não deve faltar medicamentos nos bancos de urgência e na área de internamento. “Apesar da escassez de medicamentos,  devemos fazer esforços para que as urgências e o sector de internamento dos hospitais tenham  sempre medicamentos”. Garantiu, entretanto, que o governo vai continuar a envidar esforços no sentido de proporcionar melhores cuidados primários de saúde e combater as grandes endemias, “dando uma maior atenção à formação permanente dos técnicos”.

Combate à malária


O governante disse ainda que a malária,  doenças respiratórias e diarreicas agudas, a tuberculose, febre tifóide, doenças crónicas não transmissíveis como a hipertensão arterial e diabetes são das enfermidades mais frequentes na província.
“Para o combate à malária e outras doenças  frequentes”, informou ainda, “o hospital central recebeu viaturas de fumigação e de  transportação de fármacos e víveres para atender o Programa de Saúde Pública nos municípios. Com isso, penso que estão lançados alguns pressupostos para diminuir o índice alto destas doenças na província”.

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