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Indústria ajuda a desenvolver Icolo e Bengo

Maiomona Artur | Caxito

O município de Icolo e Bengo, com o maior parque industrial da província, tem vindo a dar mostras de um crescimento qualificado e diversificado, tendo em conta o número de empreendimentos industrias que nascem em cada dia.

Serviços sanitários encontram-se ainda distantes das populações
Fotografia: Edmundo Eucílio

 O município de Icolo e Bengo, com o maior parque industrial da província, tem vindo a dar mostras de um crescimento qualificado e diversificado, tendo em conta o número de empreendimentos industrias que nascem em cada dia.
A região alberga actualmente fábricas de refrigerantes, cervejas, água mineral de mesa, carne seca, massa de tomate e cerâmicas, industrias que, aos poucos, vão ajudando no desenvolvimento daquela municipalidade.
O administrador António Calado revelou que o município que dirige oferece a qualquer investidor interessado algumas condições para o desenvolvimento de actividades industriais.
Referindo-se ao sector da Saúde, realçou que este está a ser reestruturado, para conseguir dar resposta às solicitações dos pacientes que acorrem diariamente aos estabelecimentos sanitários. Neste momento, oito médicos, dos quais três angolanos, três cubanos e dois vietnamitas, garantem a assistência médica e medicamentosa nas diferentes unidades de saúde.
No sentido de melhorar os serviços de saúde, o bloco operatório, a pediatria, a sala de partos e as enfermarias do hospital municipal estão a receber obras de ampliação e modernização. O estabelecimento será apetrechado com novos equipamentos, brevemente.
A rede hospitalar conta com um hospital municipal, postos médicos nas comunas de Bom Jesus e Caculo Cahango, e um centro médico em Kossoneca, que é dirigido pelas irmãs da Igreja Católica, em pareceria com a administração municipal.
Apesar de não corresponder às exigências em termos de ocorrências, a secção municipal da Saúde do Icolo e Bengo possui três ambulâncias que garantem a evacuação dos pacientes em estado grave, para a capital do país.

Principais doenças

António Calado revelou que as principais doenças que assolam a população do Icolo e Bengo são a malária, o paludismo e as tripanossomíases (doença do sono), que têm sido combatidas com equipas móveis no campo.
A taxa de mortalidade da região, de acordo com o administrador municipal, é alta, devido às dificuldades que a população enfrenta para encontrar serviços médicos. “Tem de se andar grandes distâncias para ver um centro e isso é fatal para muitas pessoas, que morrem antes de atingir esses serviços”, lamentou o responsável.
Apesar disso, as parteiras tradicionais têm levado a cabo várias acções de sensibilização e trabalhos de parto junto das comunidades, o que tem contribuído, em grande medida, para a diminuição das mortes maternas.
António Calado disse que a zona enfrenta sérios problemas de saneamento básico e de abastecimento de água potável, situações que provocam o surgimento de várias doenças, uma vez que boa parte da população consome água imprópria. Com efeito, neste momento apenas as populações de Catete, Cabiri e Bom Jesus consomem água potável, que é fornecida a partir da subestação do município de Viana, em Luanda, e energia eléctrica, revelou. “Os outros consomem água bruta, retirada das lagoas e do rio Kwanza. São poucos aqueles que recebem cisternas de água”, lamentou.
Esforços estão a ser envidados no sentido de levar os projectos no domínio da água, energia eléctrica e de outros serviços às comunas e aldeias com grandes aglomerados populacionais.

Ensino de qualidade

O município de Icolo e Bengo conta com 70 escolas e 582 professores que contribuem para que o sistema de ensino e aprendizagem seja funcional e de boa qualidade.
O grande problema neste sector, de acordo com o responsável municipal, reside no facto de grande parte dos professores e outros funcionários públicos residirem em Luanda, o que os obriga a percorrer vários quilómetros, chegando aos seus postos de trabalho com algum desgaste físico. Para ultrapassar tal situação, anunciou que, doravante, a construção de escolas em qualquer localidade deverá ser acompanhada de residências para os funcionários, com vista a diminuir o défice habitacional existente.
A falta de alojamento para os professores e outros técnicos tem provocado graves problemas no funcionamento das instituições administrativas, tendo em conta os atrasos constantes registados.

Microcrédito em Catete

Com três agências bancárias, a comuna de Catete é pioneira na concessão de microcréditos, o que tem facilitado a actividade empresarial e agrícola no Icolo e Bengo.
Com uma população calculada em 180 mil habitantes, que na sua maioria praticam a agricultura de subsistência e pesca artesanal, o Icolo e Bengo está administrativamente dividido em quatro comunas: Bom Jesus, Cabiri, Cassoneca e Caculo Cahango.

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