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Instituto Médio do Bengo atravessa momento difícil

Maimona Artur | Caxito

Professores e alunos do Instituto Médio Politécnico do Bengo estão a deparar-se com enormes dificuldades, devido à falta de equipamentos e de meios de transporte, disse o director da instituição, Alexandre da Costa.

Instituto Médio Politécnico do Bengo precisa de apoios para ultrapassar dificuldades
Fotografia: Francisco Bernardo

Professores e alunos do Instituto Médio Politécnico do Bengo estão a deparar-se com enormes dificuldades, devido à falta de equipamentos e de meios de transporte, disse o director da instituição, Alexandre da Costa.
De acordo com o responsável, professores e alunos do instituto estão descontentes com as condições da biblioteca, que até agora não está apetrechada. Além disso, a falta de um meio de transporte para apoiar as deslocações dos docentes é outra das reclamações feitas pelos professores da escola. Segundo explicou, o instituto fica a aproximadamente cinco quilómetros da cidade de Caxito, onde a maior parte reside. Muitas vezes, adiantou Alexandre Costa, os professores são obrigados a passar noites na região, pois a distância que vai das suas casas até ao estabelecimento de ensino dificulta o cumprimento do horário de trabalho.
No tocante ao apetrechamento da biblioteca, o responsável disse que desde que a instituição foi inaugurada, no início deste ano, pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, ainda não recebeu livros para os estudantes dos diferentes cursos consultarem.
A falta de água potável e energia eléctrica da rede pública é outra preocupação, razão pela qual a direcção solicita às entidades responsáveis que solucionem estes casos. Por falta de energia, por exemplo, a instituição tem dificuldades em pôr a funcionar alguns equipamentos dos laboratórios, pois nem sempre há condições para suportar as despesas do gerador existente.
O Instituto Médio Politécnico do Bengo possui três laboratórios destinados aos estudantes dos cursos de física, química básica e informática multimédia e de reparação de computadores, bem como para a formação em electricidade. Para dar mais consistência aos cursos de electricidade, a instituição montou pavilhões de oficinas destinadas a aulas práticas e um laboratório de máquinas industriais.No próximo ano lectivo, a instituição pretende arrancar com o curso de manutenção industrial.O instituto, com capacidade para albergar 800 alunos, conta ainda com uma cantina, ginásio equipado, campo multiusos aberto e uma área de enfermaria, que se encontra inoperante por falta de técnicos. Além disso, possui 18 salas de aula, tendo, este ano lectivo, 516 estudantes matriculados nos cursos de contabilidade e gestão, informática, física, química, energia e instalações eléctrica, orientados por 36 professores.

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