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Jovens desempregados em formação

Alfredo Ferreira | Caxito

O Instituto Nacional de Formação Profissional (INAFOP), no Bengo, tem inscrito, no presente ano formativo, 1.089 jovens, dos 1.155 inicialmente matriculados.

O curso de corte e costura é um dos mais solicitados pelas jovens da província do Bengo
Fotografia: Edmundo Eucílio | Caxito

O Instituto Nacional de Formação Profissional (INAFOP), no Bengo, tem inscrito, no presente ano formativo, 1.089 jovens, dos 1.155 inicialmente matriculados.
O relatório da instituição informa que os oito centros do INAFOP e dois privados ministram cursos nas especialidades de canalização, carpintaria, corte e costura, electricidade, serralharia, informática, pintura e alvenaria.
O documento indica que 63 formadores, controlados pelas escolas de formação profissional, garantem o normal funcionamento das instituições, bem como a formação dos jovens e adultos.
Durante o primeiro semestre do ano em curso, de acordo com o documento, o Instituto Nacional de Formação Profissional criou 66 postos de trabalho, mais trinta em relação ao período anterior, no âmbito do programa de fomento ao auto-emprego.
Dos postos de trabalho criados, 19 foram no sector primário, 23 no secundário e 24 no sector terciário, que compreendem a agricultura, avicultura, pescas, indústria transformadora, obras públicas, comércio, transportes, hotelaria e turismo. Durante o primeiro semestre, o INAFOP controlou 9.369 trabalhadores, sendo 8.425 homens e 944 mulheres.

Satisfação dos formandos

Jovens na cidade de Caxito, em declarações ao Jornal de Angola, manifestaram a sua satisfação por frequentar um curso profissional de artes e ofícios, pois podem assim contribuir no processo de desenvolvimento económico do país e da província em particular.
 Laurinda Francisco, uma das jovens que frequentam o curso de corte e costura, afirmou que optou por essa especialidade a fim de concretizar o sonho de ser estilista.
Revelou que o curso está a decorrer a bom ritmo e que quando terminar pode estar em condições para dar o seu contributo no desenvolvimento da arte e costura. Já o jovem Vado Bernardo, de 20 anos, que está a frequentar o curso de canalização, disse que tão logo termine a formação, vai para professor. “Sinto-me feliz por estar a frequentar este curso, porque sei que com a formação que estou a receber estou à altura de dar o meu contributo no desenvolvimento do país”.

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