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Médica solicita mais diálogo entre pais e filhos no Bengo

Maiomona Artur | Caxito

A médica Guilhermina Guilherme, do Hospital Provincial do Bengo, chamou a atenção aos pais, na cidade de Caxito, para reforçarem o diálogo aberto com os filhos, principalmente meninas, com vista a combater os elevados casos de gravidez na adolescência registados na região.

A província do Bengo tem registado diversos casos de adolescentes grávidas e daí a grande necessidade de os encaregados de educaçao darem mais tempo aos educandos, uma vez que os pais exercem uma influência muito forte sobre estes.
A família exerce um papel importante na execução de programas de educação sexual, no sentido de fornecer aos adolescentes conhecimentos relativamente a uma saúde reprodutiva segura.
A nível das unidades clínicas da província do Bengo, a médica adiantou que tem havido palestras nas comunidades, onde os técnicos durante as consultas pré-natais e pós partos têm alertado as mulheres grávidas sobre os perigos da gravidez precoce e doenças sexualmente transmissíveis. Ao falar numa palestra sobre a “Gravidez precoce”, promovida pela Organização da Mulher Angolana (OMA), dirigida aos estudantes do ensino médio da Escola de Formação de Professores “Kimamuenho", Guilhermina Guilherme considerou que o fenómeno é um mal que tem assolado muitas famìlias angolanas.
Guilhermina Guilherme acrescentou que os serviços de saúde reprodutiva são tidos como componentes mais fundamentais de uma abordagem detalhada sobre a sexualidade, para permitir a redução da mortalidade materno infantil.
Os factores biológicos, psicológicos, sociais e económicos são, segundo a responsável,  as principais influências negativas para o surgimenro das gravidezes na adolescência.
Quanto aos perigos da gravidez precoce, a médica do Hospital  Provincial  referiu que a mudança no corpo da jovem consiste na dilatação antecipada dos vários órgãos, com diversos riscos para a saúde, com realce para o aborto, morte do recém-nascido e da parturiente.

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