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Melhorado fornecimento de energia

Alfredo Ferreira| Pango Aluquém

As autoridades municipais de Pango Aluquém, na província do Bengo, estão empenhadas em melhorar o fornecimento de e­nergia eléctrica e de água potável, com vista ao bem-estar das populações locais, garantiu ao Jornal de Angola o administrador da circunscrição.

Uma pormenor do município que enfrenta sérios problemas de água potável
Fotografia: Edmundo Eucílio | Pango Aluquém

Francisco Adão disse que está em curso na localidade a construção de um sistema de captação, tratamento e distribuição de água na comuna do Cazuangongo, que vai abastecer perto de três mil habitantes.
O administrador, que visitou algumas comunas do Pango Aluquém, diz ter constatado a existência de sérios problemas de água e energia, além da falta de saneamento básico, situação que considerou preocupante.
No sector da Educação nem tudo vai mal. O município tem 12 escolas, sendo oito do ensino primário, três do primeiro ciclo e uma do segundo. Um total de 177 professores garantem o ensino, 91 dos quais no ensino primário, 61 no primeiro ciclo e 24 no segundo ciclo. O sector da Saúde necessita de mais 20 técnicos de enfermagem para prestar um serviço mais humanizado à população.
O município tem dois médicos, dos quais um cardiologista e outro estomatologista, sete enfermeiros, 13 técnicos auxiliares e três de laboratórios, além de dez operários qualificados.
As patologias mais frequentes na região e que mais dão entrada no hospital, com capacidade de internamento para 28 doentes, são as doenças diarreicas e respiratórias agudas, paludismo, febre tifóide, além de casos de doenças sexualmente transmissíveis. Em relação à tripanossomíase, conhecida por doença do sono, actualmente não se registam casos a nível do município, uma vez que as autoridades têm levado a cabo um combate cerrado, com a instalação de armações e 600 armadilhas em todas as localidades, para deter a mosca “tsé-tsé”.
Francisco Adão explicou que no quadro do programa de combate à pobreza está a ser dada prioridade, entre outras acções, à reabilitação e construção de mais postos de saúde e de escolas, além da melhoria da distribuição da energia eléctrica.
 Também está em reabilitação a via de acesso entre a sede do Pango Aluquém e a comuna do Cazuagongo, numa extensão de 23 quilómetros. A estrada está a ser asfaltada e vai ligar a região à província vizinha do Cuanza Norte. O município do Pango Aluquém tem 2.753 quilómetros quadrados, duas comunas e 49.597 habitantes. A localidade já foi, em tempos idos, grande produtora de café e as autoridades pretendem relançar esta produção.

Falta de banco


O administrador do Pango Aluquém está preocupado com a falta de agências bancárias e disse que a única dependência não satisfaz as necessidades das populações, pelo que considera ser necessário instalar mais, para facilitar o pagamento dos salários dos trabalhadores da função pública.
“Sempre que há pagamento de salários, os funcionários têm de se deslocar até à cidade de Caxito para poderem receber o que ganham. Para evitar transtornos, solicitámos às entidades de direito para instalarem mais agências bancárias no município”, explicou o responsável.

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