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Meninas no Bengo abandonam a escola

Edson Fontes| Caxito

O Governo Provincial do Bengo vai trabalhar para encontrar mecanismos que visem combater os vários casos de desistência escolar no seio de alunos do sexo feminino, de acordo com uma das recomendações da sua quarta reunião ordinária, decorrida sexta-feira em Caxito.

É aposta das autoridades locais promover um ambiente educativo que proporcione aos alunos um alto nível de escolaridade
Fotografia: Edmundo Eucílio | Caxito

 Durante a reunião, presidida pelo governador João Bernardo de Miranda, onde foi aprovado o relatório das acções desenvolvidas durante o primeiro semestre, o governo do Bengo apreciou favoravelmente o relatório que reporta a problemática da educação das raparigas e os constrangimentos associados à sua escolarização.
Neste sentido, os membros do governo recomendaram o estabelecimento da correlação entre as atitudes dos três agentes da educação, que são a família, a escola e o aluno.
Para combater o abandono escolar das raparigas no Bengo, recomendou-se a criação de uma comissão de trabalho coordenada pela vice-governadora para o sector Político e Social, coadjuvado pelo director provincial da Educação, Ciências e Tecnologia, integrando ainda responsáveis dos sectores da Juventude e Desportos, Família e Promoção da Mulher, Cultura, Saúde, Assistência e Reinserção Social, Comunicação Social, INAC e técnicos especializados em ciências sociais.
A referida comissão vai ter a função de interpretar e implementar o estudo e propor um plano de acção, com o objectivo de encontrar soluções para os problemas identificados na pesquisa. Nesta perspectiva, será promovido um ambiente educativo que proporcione aos alunos um alto nível de escolaridade além de óptimas e úteis experiências de aprendizado. Durante o encontro, o governo aprovou ainda o relatório sobre a instituição do funcionamento das salas anexas das escolas do segundo ciclo, tendo recomendado a implementação das propostas contidas no relatório.
Um outro relatório destaca as actividades realizadas no capítulo do reforço da capacidade institucional, da economia e finanças, na esfera social, da produção e das infra-estruturas produtivas e técnicas.
No âmbito das acções das estratégias do combate à pobreza, visando a promoção de políticas de crescimento inclusivo para a melhoria das condições de vida da população, o governo apreciou positivamente o estudo provisório sobre a situação do mercado de emprego.
Neste momento, o sector informal da economia controla 78.208 pessoas, das quais 272 são estrangeiras. Existem 37.506 homens e 40.430 mulheres angolanas. O relatório avança ainda que a população activa está fixada em 238.934 pessoas e 119.707 inactivas, havendo entre estas 100.361 pessoas empregadas e outras 19.346 desempregadas.

Micro crédito na região

O governo do Bengo abordou ainda a realização do seminário provincial sob micro créditos, que aconteceu em Caxito, cujo objectivo foi promover oportunidades de acesso ao programa, bem como desenvolver conhecimentos para a gestão de pequenos negócios, através do envolvimento da rede bancária. Durante a reunião, os membros do governo tomaram conhecimento do processo de reconversão da pedreira da Coreangol Engenharia e Construção, Lda, na comuna das Mabubas, com a consequente instalação de cinco novas unidades industriais, que vão proporcionar 96 postos de emprego directos.
Na sessão, os membros do governo do Bengo discutiram ainda questões relacionadas com a preparação da quarta edição da Fogueira da Liberdade, que se realiza na comuna de Quicabo, município do Dande, de 26 a 28 deste mês.

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