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Mercados de Menongue com muita pouca oferta

Nicolau Vasco | Menongue

A poucos dias da Festa da Família, Menongue tem pouca oferta de produtos característicos da quadra natalícia e os preços são elevados. A população recorre a outros mercados, como Luanda, Bié, Huambo e Huíla para adquirir os produtos.

A poucos dias da Festa da Família, Menongue tem pouca oferta de produtos característicos da quadra natalícia e os preços são elevados. A população recorre a outros mercados, como Luanda, Bié, Huambo e Huíla para adquirir os produtos.
Com o encerramento do “Nosso Super”, a cidade de Menongue ficou privada de distribuição de produtos alimentares com qualidade. No mercado paralelo e nas cantinas que comercializam bens alimentares há enormes enchentes, pouca oferta e os preços sobem..
 O Jornal de Angola apurou nas diversas cantinas que os principais produtos estão a ser vendidos a preços especulativos. Um quilo de bacalhau está ser comercializado a 2.000 kwanzas, a lata de leite Nido a 2.600, um quilo de feijão a 400, o de açúcar a 250, o de farinha de trigo varia entre os 300 e os 400 Kwanzas.
O litro de óleo vegetal é comercializado a 400 Kwanzas, o cartão de 30 ovos a 1.500, um quilo de manteiga a 500, o de grau de bico 400, lata de chouriço 850. A barra de sabão é vendida a 200 e o pacote de massa alimentar igualmente a 200. Relativamente a bebidas, um garrafa de vinho tinto de 750 mililitros o custo varia entre os 800 e os 2.500 kwanzas, a de champanhe é vendida a 1.500 kwanzas.
No mercado paralelo, os preços são mais acessíveis. A título de exemplo, uma lata de leite Nido grande está a ser vendida a 2.200 kwanzas, um quilo de feijão a 200, igual preço para o de açúcar, a farinha de trigo a 100 , um ovo é vendido a 35, o litro de óleo alimentar a 300 , a manteiga custa 300 e o quilo de grão-de-bico 200. 
 O comerciante Manuel Panzo, responsável de uma cantina, disse que a alteração dos preços se deve à subida dos fretes de Luanda ou da Namíbia, os principais mercados para aquisição de produtos. Uma carrinha de três toneladas que sai de Luanda para Menongue cobra 60 mil kwanzas. O mesmo frete a partir da Namíbia custa mil dólares, além de outros encargos com o pessoal. Face a esta realidade, o director provincial do Instituto Nacional de Defesa do Consumidor no Kuando-Kubango, Manuel Mateus, disse ao Jornal de Angola que a sua instituição não vai tolerar acções de especulação e já colocou brigadas em várias artérias da cidade de Menongue para fiscalizar os estabelecimentos comerciais e mercados informais.
 Recordou que desde Janeiro foram detectadas 46 infracções.Os fiscais  vão actuar.

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