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Mestres de artes e ofícios solicitam mais empregos

Alfredo Ferreira | Ambriz

Jovens formados no Centro Móvel de Formação Profissional do município do Ambriz, na província do Bengo, solicitam às autoridades a criação de mais postos de trabalho na localidade.

Jovens formados no Centro Móvel de Formação Profissional do município do Ambriz, na província do Bengo, solicitam às autoridades a criação de mais postos de trabalho na localidade.
O jovem Manuel Sebastião, formado em canalização, afirmou ao Jornal de Angola que é muito difícil obter uma vaga nas poucas empresas de construção civil que trabalham no município.
Muitos dos técnicos formados no Centro Profissional de Artes e Ofícios são forçados a procurar empregos noutras províncias, sobretudo em Luanda, acrescentou.
“É em Luanda que consigo trabalhar na área de construção civil, para obter mais experiência e ganhar algum dinheiro”, reforçou Manuel Sebastião.
Beto Martins, formado em carpintaria, reconheceu que, apesar de ser muito difícil a obtenção do primeiro emprego, alguns jovens conseguem trabalho nas empresas que operam na região do Ambriz.
 “Em 2008, quando terminei a minha formação de canalizador, tive enormes dificuldades em obter o primeiro emprego. Mas logo que a Administração Municipal arrancou com o projecto de construção de chafarizes fui recrutado”, sublinhou Matias da Silva.
Com os rendimentos obtidos, acrescentou o jovem canalizador, “já consegui comprar ferramentas para que, quando terminar a construção dos chafarizes, possa trabalhar individualmente”.
Os jovens pedem aos empresários para investirem no  município do Ambriz e, assim, criarem mais postos de trabalho.
O chefe da repartição do Centro de Emprego do município do  Ambriz, Simão Mateus, reconheceu a presença reduzida de empresas na região,  para absorverem todos os técnicos formados nas várias especialidades.
O Centro de Emprego do Ambriz tem procurado, junto das empresas que trabalham na região, disponibilidades de emprego.
Simão Martins disse que no ano passado as empresas Sagop, Conduril e a Petromar ofereceram 178 vagas, que foram preenchidas por técnicos de canalização, carpintaria e serrilharia, formados no Centro de Artes e Ofícios.

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