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Milhares de pessoas foram alfabetizadas

Um grupo de 20.880 cidadãos, na sua maioria adultos, aprenderam a ler e a escrever na província do Bengo entre 2007 e 2013, no quadro do Programa Nacional de Alfabetização, revelou em Caxito o técnico do sector de alfabetização da Direcção Provincial da Educação.

Devido à falta de infra-estruturas algumas aulas são ministradas em tendas e em capelas
Fotografia: Jornal de Angola

Loureto Mendes disse à Angop que deste número apenas 4.386 alfabetizados estão, actualmente, matriculados nas escolas de ensino normal, no presente ano lectivo, na província do Bengo.
O responsável enalteceu o trabalho que tem sido desenvolvido pelos parceiros sociais do governo, com maior realce para a Igreja Católica, a Associação Angolana para a Educação de Adultos e a Igreja Metodista Unida de Caxito, no seu papel mobilizador para a concretização do programa de alfabetização.
Para a revitalização do Programa de Alfabetização e Aceleração Escolar, o sector conta com parceiros como a Fundação Eduardo dos Santos (FESA), Fundo Lwini e o Ministério da Educação que têm oferecido livros e outro material de apoio ao ensino e aprendizagem.
Para a segunda fase do programa, iniciado em Agosto deste ano, estão matriculados 2.309 alfabetizandos, dos quais 1.660 são do sexo feminino e 649 masculinos. As aulas são ministradas por 150 alfabetizadores, entre angolanos e cubanos. A segunda fase que decorre de 2013 a 2017 funciona com três tipos de programas de facilitação à alfabetização, com destaque para o “sim eu posso”, “gostar de ler e escrever” e “audiovisual”, que será desenvolvido em parceria com técnicos cubanos.
O técnico do sector de alfabetização da Direcção Provincial da Educação, Loureto Luís Mendes, disse que uma das maiores dificuldades com que se debate tem a ver com a falta de salas de aula, energia eléctrica e transporte.
Loureto Luís Mendes afirmou que devido à falta de infra-estruturas algumas aulas são ministradas em tendas, jangos, espaços das igrejas e empresas públicas e privadas, o que não dignifica o próprio sistema de ensino, realçando a necessidade da construção de 400 salas de aulas para a província.

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