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Miranda atento à orla marítima

Pedro Bica| Cabo Ledo

O governador do Bengo, João Miranda, defendeu na sexta-feira, na comuna do Cabo Ledo, a necessidade urgente do ordenamento dos 63 quilómetros da orla marítima.

Governador do Bengo, João Miranda
Fotografia: JA

O governador do Bengo, João Miranda, defendeu na sexta-feira, na comuna do Cabo Ledo, a necessidade urgente do ordenamento dos 63 quilómetros da orla marítima.
O governante falava à imprensa durante uma visita de acompanhamento do trabalho de mapeamento que está a ser feito na região, por um grupo de técnicos da província, destinado a fazer o levantamento das zonas já construídas, ocupadas e aquelas que aguardam por concessão de ocupação.  
João Miranda recordou que apesar de existirem alguns complexos turísticos já erguidos, além de pequenas residências de populares, o governo está a trabalhar para urbanizar a região.
"O nosso grande objectivo é acautelar para que não existam, no futuro, sobreposições ao ordenamento deste território e também evitar os conhecidos conflitos de terra, que vivemos hoje", rematou.
Na ocasião, revelou ser igualmente importante manter o respeito e a preservação do meio ambiente, umas das grandes preocupações com que se debatem os Estados de todo o mundo. Nesse sentido, acrescentou que muitos empresários que exercem actividade turística na zona estão em situação ilegal e o governo provincial vai proceder brevemente à sua legalização e, consequentemente, passar a cobrar as respectivas taxas.
Segundo explicou, o governo provincial incentiva e apoia institucionalmente os potenciais investidores que pretendem apostar no ramo do turismo, pois a província proporciona uma grande variedade turística. Outro caso que também preocupa o governo do Bengo, é dimensionar a quantidade de espaço a ser atribuído a cada empresário ou à população, que diariamente solicitam espaço para a construção de casas e outros empreendimentos. Durante a sua visita de seis horas ao Cabo Ledo, o governante manteve um encontro com os empresários, no qual foram discutidas questões relativas ao contributo social das empresas que operam na comuna.

"Água para todos"

As populações da localidade turística do Sangano vão, até ao final do ano, beneficiar de um sistema de captação, tratamento e distribuição de água potável, no âmbito do projecto "Água para todos", avançou João Miranda. A zona do Sangano, com uma população estimada em 1.500 habitantes, que na sua maioria se dedicam à agricultura e à pesca artesanal, vive ainda problemas ligados à saúde e educação. João Miranda, durante a sua estada no Cabo Ledo, procedeu ainda a inauguração de três residências do tipo T3 para funcionários públicos, visitou vários complexos turísticos, o único posto médico e uma empresa chinesa de construção civil.

Polo Industrial

A aceitação de inúmeros pedidos de potenciais investidores interessados em investir na comuna do Bom Jesus está condicionada à conclusão de 30 por cento do loteamento da reserva fundiária do Estado, destinada à implementação do pólo de desenvolvimento industrial da localidade. Esta informação foi prestada à imprensa, na semana finda, pelo governador provincial do Bengo, João Bernardo de Miranda, durante uma visita de constatação da implementação do projecto Pólo Industrial de Bom Jesus, município de Icolo e Bengo, sob responsabilidade da empresa Nova Engenharia de Construção e Serviços (Necs).
João Miranda realçou que a restante percentagem depende de uma comparticipação financeira por parte do fundo Coca-Cola para se dar seguimento ao projecto de estruturação da área.
Em declarações à Angop, a directora da Necs, Isaura da Ressurreição, referiu que numa primeira fase a empresa está a proceder à estruturação de 120 lotes, onde já foram colocados energia eléctrica, linhas telefónicas e água.

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