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Obras limpam as marcas do passado

Pedro Bica | Pango-Aluquém

No município do Pango Aluquém, Bengo, estão a ser construídas várias obras e apetrechadas instalações de apoio aos serviços sociais básicos, com o objectivo de eliminar os escombros da guerra.

No município do Pango Aluquém, Bengo, estão a ser construídas várias obras e apetrechadas instalações de apoio aos serviços sociais básicos, com o objectivo de eliminar os escombros da guerra.
Entre as obras de construção e reconstrução de impacto social salientam-se escolas, unidades sanitárias e casas para os quadros, a par do desenvolvimento de acções nos sectores da indústria e  agricultura.
Pango Aluquém tem, desde há dias, mais duas casas para médicos que trabalham no hospital municipal, inauguradas pelo ministro da Administração do Território.
Bornito de Sousa disse, num encontro com o conselho municipal de concertação social, que o Executivo vai prestar mais atenção às zonas do interior, principalmente nos sectores da educação, saúde e infra-estruturas sociais.
Os sectores da indústria e do comércio continuam inoperantes, mas a administradora municipal recordou que Pango Aluquém possui solos aráveis para a agricultura em grande escala.
“Os ricos e aráveis solos do nosso município dão a qualquer agricultor a certeza de poder contribuir para o Programa de Combate à Fome à Pobreza, um desafio assumido pelo Executivo angolano”, disse Felisberta da Costa.
Com a conclusão das obras de reabilitação da estrada intermunicipal, declarou, passam a existir condições mínimas para os empresários investirem no município.
Também a reabilitação das vias que dão acesso às zonas rurais e à única comuna, referiu, vão facilitar a execução do Plano Integrado de Desenvolvimento Municipal.
Grande parte das fazendas do município em estado de abandono, sublinhou a administradora, se forem reabilitadas podem constituir-se em unidades de turismo rural.

Pango Aluquém sem água tratada

A energia eléctrica fornecida a parte da sede municipal de Pango Aluquém é produzida por um grupo gerador, o que preocupa as autoridades locais, devido ao nível de crescimento que a região regista.
O sector das águas precisa de um sistema de captação, tratamento e distribuição para evitar que a população continue a consumir, muitas vezes sem tratamento, a proveniente directamente dos rios e de furos.
A falta de água potável, lamentou a administradora, é causadora de doenças diarreicas agudas, sarnas e infecções urinárias.
Para ultrapassar a situação está em estudo um programa de promoção de campanhas de sensibilização porta a porta e de palestras nos locais de trabalho e nas escolas.

Sector da saúde

Quanto ao sector da saúde, a administradora Felisberta da Costa lembrou que o hospital municipal, após a conclusão das obras e de ter sido devidamente equipado, está em pleno funcionamento, com serviços de pediatria, ginecologia, análises clínicas e de farmácia.
A grande dificuldade, disse, é a falta de médicos e de enfermeiros e de casas para os instalar.
O hospital municipal tem também maternidade, área administrativa e sala de internamento, com capacidade para 50 pacientes, maioritariamente com malária, tuberculose e tripanossomíase.
O município, cuja sede é a vila do Pango, tem cerca de 2.700 quilómetros quadrados e 46 mil habitantes, que se dedicam, fundamentalmente, à agricultura e à caça.

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