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Pango Aluquém está em progresso acelerado

Alfredo Ferreira| Pango Aluquém

As autoridades administrativas de Pango Aluquém, na província do Bengo, vão continuar a apostar na execução de projectos socioeconómicos que garantam o desenvolvimento rápido da região.

Um ângulo da sede do Pango Aluquém onde estão em curso diversas acções de impacto social para melhorar a vida da população
Fotografia: Domingos Eucílio| Dembos

A administradora municipal, Felisberta Costa, disse na quinta-feira que o Governo Provincial do Bengo e a administração continuam a envidar esforços para melhorar as condições socioeconómicas dos munícipes. A título de exemplo, referiu a conclusão dos 200 fogos habitacionais, que está para breve, depois de já estarem construídas 104 casas, que vão ser entregues à população assim que estiverem cumpridos os trâmites legais por parte dos candidatos às mesmas.
Em construção está também o palácio municipal, residências para a administradora e adjunto, além de uma cozinha comunitária para atender idosos e pessoas vulneráveis, dez residências para os funcionários públicos e outras 25 casas evolutivas a nível dos bairros da Benza, Boa Entrada e Bom Jardim.
Entre 2010 e 2013, a administração construiu seis escolas, sendo quatro do ensino primário e duas do primeiro ciclo. As instituições foram erguidas nas localidades do Gombe ya Muquiama, Benza, Pango Novo e Velho, Cazuangongo, Quita, Catanda, Quimbundo. Em cada uma destas localidades, está também a ser construída uma casa para acomodar os técnicos de saúde. No que toca à melhoria das vias de comunicação, está em curso a construção da estrada Úcua/Pango/Dembos, que vai ligar Cazuangongo ao Kwanza-Norte.
Para melhorar a rede sanitária, está a decorrer a ampliação do Hospital Municipal de Pango Aluquém, com obras que abrangem o bloco operatório, banco de sangue e duas enfermarias. Além disso, estão a ser construídos três centros de saúde, sendo um em Gombe ya Muquiama, no âmbito do Fundo de Apoio Social (FAS), duas residências para técnicos, no Quita e em Cazuangongo.
No sector das Águas, o sistema de captação e abastecimento à população da sede municipal e dos bairros circundantes ainda não está concluído. As autoridades estão também a fazer alguns furos de água, em Cazuangongo, Dungo e Gombe ya Muquiama. Quanto à energia eléctrica, está a ser feita a extensão da rede de iluminação pública, que vai ser alimentada por um gerador de 500 KVA.
Além deste equipamento, já foi adquirido um outro aparelho produtor de luz eléctrica, com 114 KVA para a rede domiciliar.  Quando os técnicos terminarem a colocação de postes, reparação e substituição dos condutores eléctricos, vai ser restabelecida a distribuição da corrente eléctrica. Estão também a ser construídos campos polidesportivos, biblioteca e salas de eventos culturais.

O sector da Saúde

O sector da Saúde necessita de mais 20 técnicos de enfermagem, para se juntarem aos 49 existentes e ser, assim, possível assegurar os serviços do bloco operatório, o banco de sangue e demais áreas.
 Para garantir a assistência médica e medicamentosa dos pacientes, o município do Pango Aluquém dispõe de dois médicos, um cardiologista e outro estomatologista, sete enfermeiros, 13 técnicos auxiliares e três de laboratórios, além de dez operários qualificados.
As patologias que mais dão entrada naquela unidade, com capacidade de internamento para 28 doentes, são as doenças diarreicas e respiratórias agudas, paludismo, febre tifóide, além de casos de doenças sexualmente transmissíveis.
Quanto à tripanossomíase, conhecida por doença do sono, actualmente não se registam casos a nível do município, uma vez que as autoridades têm levado a cabo um combate cerrado, com a instalação de armações e 600 armadilhas em todas as localidades da região, para se deter a mosca “tsé-tsé”.
O município do Pango Aluquém tem uma população que ronda os dez mil habitantes, que se dedica à agricultura e à caça.

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