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Pedida maior celeridade na execução das obras

Alfredo Ferreira| Kikunzo

O administrador comunal do Kikunzo, no município do Nambuangongo, solicitou às empresas de construção civil, às quais foram adjudicadas obras de impacto social, maior celeridade na sua execução, atendendo ao atraso que se regista. 

O sector da Educação é o que mais cresce na comuna com uma explosão da rede escolar mas boa parte delas são de carácter provisório
Fotografia: Edmundo Eucílio Kikunzo

André Domingos Damião disse que se regista uma certa morosidade na execução das obras de reabilitação da estrada que liga a localidade de Zenza a Muanda, construção de um Centro de Saúde na sede comunal e de um Campo Multiusos.
O mesmo problema se verifica também com a rede eléctrica na sede comunal, destruída pelas chuvas, distribuição de água, a­bertura da picada que liga a aldeia Hala Kilembe a Cage Diangongo, assim como as vias principais de acesso à sede municipal do Muxaluando, que dista cerca de 31 quilómetros.

Projectos pagos


Muitos destes projectos já foram pagos, mas não há sinal positivo por parte dos empreiteiros, situação que preocupa as autoridades, que pretendem ver melhoradas as condições de vida das populações.
“Tenho a plena certeza de que caso se concluam as obras, a vida dos habitantes melhora consideravelmente. Vamos melhorar as vias rodoviárias para permitir a livre circulação e as trocas comerciais entre as regiões. Temos de trabalhar para melhorar as condições de vida das populações, de acordo com o progra de combate à fome e à pobreza”, disse o responsável.
Com a época chuvosa que se avizinha, o administrador receia que muitos dos projectos em curso possam vir a danificar-se e a sua recuperação ser mais cara em relação ao custo actual.

Desenvolvimento da agricultura


A actividade agrícola constitui uma das prioridades das autoridades do Kinkunzo. O administrador André Domingos Damião espera trabalhar mais próximo dos camponeses e apoiá-los com instrumentos.  A região é rica em solos para a prática de agricultura, mas o grande problema consiste na falta de material, transporte para escoar os produtos e sementes para a diversificação da produção, tendo em conta que a maior parte dos camponeses dedica-se ao cultivo da mandioca, milho, ginguba e banana. A administração comunal do Kikunzo controla cinco associações de camponeses e duas cooperativas agrícolas, na sua maioria constituídas por ex-militares e órfãos de guerra.

Educação e saúde

O sector da Educação está bem servido em todas as localidades e aldeias. As aulas são asseguradas por 92 professores.
O alargamento do ensino primário na comuna do Kikunzo atingiu as 18 aldeias e quatro bairros, com uma rede escolar composta por 20 escolas. Deste número apenas três são de construção definitiva e as restantes rudimentares.
O Governo Provincial do Bengo, no quadro do Plano de Desenvolvimento, tem construído escolas e residências para docentes. Em relação ao sector da Saúde, o administrador comunal de Kikunzo considerou deficiente a rede sanitária, visto que só existe um Centro de Saúde e três Postos. Para melhoria do actual quadro, é preciso construir mais postos de saúde nas aldeias com maior densidade populacional.
Na localidade está a ser construída um Centro de Saúde. Também vai haver aumento do número de técnicos.  Kikunzo dista a cerca de 31 quilómetros da sede municipal do Muxaluando e  conta com uma população estimada em 10.225 habitantes.

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