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População da comuna de Kicabo carece de energia e água potável

Pedro Bica | Kicabo

A comuna mineira de Kicabo, município do Dande, província do Bengo, debate-se com grandes dificuldades no fornecimento de energia eléctrica, pois é abastecida por um gerador de 100 Kva, insuficiente para a distribuição domiciliar.

A comuna mineira de Kicabo, município do Dande, província do Bengo, debate-se com grandes dificuldades no fornecimento de energia eléctrica, pois é abastecida por um gerador de 100 Kva, insuficiente para a distribuição domiciliar. Segundo o administrador comunal, Adão António Pipas, as autoridades têm dificuldades no que toca à manutenção e abastecimento regular do grupo gerador, por falta de verba para a aquisição de combustível e lubrificantes.
Adão Pipas disse que, dada a capacidade reduzida do gerador, apenas a sede comunal beneficia de iluminação pública.
Revelou que estudos existem no sentido de a vila ser abastecida por uma linha de alta tensão, vinda da Barragem das Mabubas, tão logo esteja concluída a sua recuperação, prevista para o presente ano.
Relativamente à água potável, a zona possui um novo centro de captação, tratamento e distribuição, que pode começar a funcionar a qualquer momento.
Informou que as aldeias situadas fora da sede comunal vão beneficiar de sistemas de furos, para diminuir as longas distâncias que a população percorre até aos rios e evitar doenças.
Kicabo conta com uma rede hidrográfica densa, com um caudal permanente nos rios Lifune e Onzo.  A população da comuna de Kicabo, uma das três do município do Dande, continua a percorrer longas distâncias à procura de água bruta nos rios e lagoas, em algumas zonas de difícil acesso.

Crédito agrícola

Os camponeses da vila de Kicabo estão ansiosos por receber o crédito de campanha agrícola, uma iniciativa do Executivo, que está a ser aplicada em todo o país.
O responsável comunal disse que as fortes chuvas que se abateram sobre a região fazem com que os camponeses perspectivem boas colheitas.
O administrador revelou que a época chuvosa na zona tem cerca de sete meses e as principais culturas que a população produz são o milho, batata-doce, mandioca e a ginguba.
Em 2008 e 2010, recordou o administrador, a circunscrição foi arrasada pela seca, que deixou mais de 12 mil habitantes sem água, alimentação e causou enormes prejuízos à actividade agrícola.
Com as vias de acesso a reclamar por obras de recuperação, a vila de Kicabo, rica em minerais, situa-se a  35 quilómetros a norte da cidade de Caxito e regista, nos últimos tempos, a reabilitação e construção de várias infra-estruturas sociais.

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