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População quer mais água

Edson Fontes e Alfredo Ferreira | Quicabo

A população da comuna de Quicabo, na província do Bengo, necessita de mais abastecimento de água potável, uma vez que a maioria dos bairros não dispõe deste serviço público.

Grande parte da população depende apenas do fornecimento por intermédio de tanques
Fotografia: Edmundo Eucílio

Na localidade de Caiabambe, por exemplo, grande parte da população depende apenas do fornecimento por intermédio de tanques e outros meios, como é o caso dos bairros do Quipetelo Primeiro, Fuese, Cafidimicua, Quipuassa, que não beneficiam de água canalizada.
A falta de água está a causar vários embaraços à população dos referidos bairros, com destaque para as doenças originadas por falta de higiene, além da estiagem que é um problema recorrente. Neste momento, o abastecimento de água potável só é feito a nível da sede da comuna, através de chafarizes.
O chefe de secção para os serviços comunitários daquela comuna da província do Uíge, Silva Mateus, disse que a falta de combustível para o abastecimento do gerador é uma das causas que limita o fornecimento de água.
Silva Mateus sublinhou que existem dois motores, um para captação, que consome 120 litros de gasóleo, e outro para tratamento e distribuição, com capacidade para 100 litros.

Lançada primeira pedra

O abastecimento da água potável à cidade de Malanje vai ser melhorado nos próximos tempos, com o lançamento da primeira pedra para a construção de um reservatório com capacidade para nove mil metros cúbicos de água, disse  em Malanje, o director  Nacional das Águas.
  Lucrécio Costa fez a  apresentação pública dos consultores do consórcio espanhol de águas de Valência SA-Quantum, que vão trabalhar durante três anos com a Empresa de Água e Saneamento de Malanje (EASM). O Executivo e o Banco Mundial, no quadro da sua cooperação,  contrataram uma equipa de consultores para prestar assistência  aos  gestores da empresa de água e saneamento para que  ela possa emergir no panorama nacional de empresas provinciais de água e saneamento.
 “Precisamos de rentabilizar os investimentos feitos em Malanje para que o governo tenha depois disponibilidade de fazer outros investimentos noutras localidades do país”, disse o director  Nacional das Águas, acrescentando que as empresas de águas têm um baixo índice de cobrança, perda técnica volumétrica significativa e perdas comerciais acumuladas.
A cobrança de água constitui o “calcanhar de Aquiles”, e por isso a equipa de peritos vai auxiliar a empresa de água e saneamento de Malanje a estruturar os  serviços de contabilidade, transformando-a numa actividade responsável e transparente   os apoios que a empresa recebe do Banco Mundial possam ser justificados, disse Lucrécio Costa, que referiu que o Executivo preconiza que as entidades criadas sejam eficientes do ponto de vista empresarial e sejam capazes de garantir o acesso a água  e ao saneamento   na cidade de Malanje.

Prestação de serviço


O governador provincial em exercício, Gabriel Pontes, disse que o reservatório de água é uma mais-valia para a província, tendo em conta que a empresa de água e saneamento de Malanje será beneficiada com a melhoria da qualidade da prestação de serviço à população.

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